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sexta-feira, 31 de julho de 2015
"Porto vazio"
A cidade do Porto é conhecida pelo seu calor humano. Uma cidade em que quem vem por bem, acaba por ser bem recebido. Ali não se aceita um não como resposta, chegando por vezes a roçar o tom ameaçador só pela simples recusa de algo. Se gostam, gostam, se não gostam, não gostam. Ponto.
Sempre assim o notei e acabei por me habituar, faz parte.
Ali fui encontrar o amor, que com o seu perfil tipicamente nortenho, logo me cativou, ou se gosta, ou não se gosta, e como sou homem de uma mulher só, sem dificuldades encarei o sentimento e abracei esta relação.
Actualmente para mim ir ao Porto e não estar com a minha amada não faz parte do plano, é ela agora o principal motivo de ali ir, é ela a força que me atrai. A minha outra metade.
Há uns dias atrás fui ao Porto, o dia era de invasão Alemã, portanto, a cidade ainda mais cheia, a cidade com mais vida, a cidade com mais cor. No entanto, nestes dias a cidade tornou-se cinzenta, e ainda mais do que a conhecia. A cidade tornou-se vazia, e ali no meio de um mundo, sentia-me num autêntico buraco negro, no meio de todo aquele barulho, apenas me sentia surdo para tudo o mais. No meio de toda aquela cor, sentia-me cinzento, e como que um camaleão, inseri-me nas paredes frias deste Porto vazio.
Vazio porque no meio de toda essa multidão não a encontrei.
Vazio porque no meio de todo aquele barulho não ouvi sua voz.
Vazio porque no meio de todo aquele vendaval, não senti seu respirar.
Vazio porque mesmo estando tão perto, sabia que não iria sentir o seu toque,
Nunca tinha realmente pensado como seria estar sozinho num qualquer universo, mas pelo que senti neste Porto vazio, posso dizer que certamente não o quererei repetir.
Neste Porto vazio espero não voltar a mergulhar, quero das cinzentas paredes sair, e em seus braços me voltar a encontrar, pois é ali que pertenço e nada mais me irá importunar.
Sempre assim o notei e acabei por me habituar, faz parte.
Ali fui encontrar o amor, que com o seu perfil tipicamente nortenho, logo me cativou, ou se gosta, ou não se gosta, e como sou homem de uma mulher só, sem dificuldades encarei o sentimento e abracei esta relação.
Actualmente para mim ir ao Porto e não estar com a minha amada não faz parte do plano, é ela agora o principal motivo de ali ir, é ela a força que me atrai. A minha outra metade.
Há uns dias atrás fui ao Porto, o dia era de invasão Alemã, portanto, a cidade ainda mais cheia, a cidade com mais vida, a cidade com mais cor. No entanto, nestes dias a cidade tornou-se cinzenta, e ainda mais do que a conhecia. A cidade tornou-se vazia, e ali no meio de um mundo, sentia-me num autêntico buraco negro, no meio de todo aquele barulho, apenas me sentia surdo para tudo o mais. No meio de toda aquela cor, sentia-me cinzento, e como que um camaleão, inseri-me nas paredes frias deste Porto vazio.
Vazio porque no meio de toda essa multidão não a encontrei.
Vazio porque no meio de todo aquele barulho não ouvi sua voz.
Vazio porque no meio de todo aquele vendaval, não senti seu respirar.
Vazio porque mesmo estando tão perto, sabia que não iria sentir o seu toque,
Nunca tinha realmente pensado como seria estar sozinho num qualquer universo, mas pelo que senti neste Porto vazio, posso dizer que certamente não o quererei repetir.
Neste Porto vazio espero não voltar a mergulhar, quero das cinzentas paredes sair, e em seus braços me voltar a encontrar, pois é ali que pertenço e nada mais me irá importunar.
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