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sexta-feira, 31 de julho de 2015
"Como punhais"
Incrível como é o ser humano. Ao longo dos tempos, e da eras, foram-se criando armas. Utensílios fabricados com o intuito de magoar ou matar alguém.
Realmente, há dias em que penso assim, em que algo que está sempre ali à mão, apenas com esse objetivo: magoar.
Há algo que cumpre todos esses objetivos, e de forma mais cirúrgica, sem custos, e com a leveza de se pode levar para qualquer lugar. A palavra.
A palavra, mais que qualquer arma, tem o poder de fazer desmoronar o mais firme dos homens. Uma simples palavra.
Em conjunto, certas palavras podem criar coisas maravilhosas, assim como destrutivas. E é este o seu poder.
Hoje posso afirmar, que mais que a pior das munições, houve palavras que me feriram, e assim, como a bala alojada na carne ferida, me atiraram ao chão, me fizeram sangrar e ficar a definhar. Fui atingido sem estar a contar, e assim como um tiro à queima-roupa, a primeira reacção foi de surpresa, com aquele sorriso amarelo de incredulidade, levo as mãos ao local onde fui atingido.
E é assim, há palavras que ferem e que nos vão matando aos poucos, como que um veneno que se entranha no corpo.
E agora aqui estou eu, já meio moribundo, encostado à parede fria, e aguardando pela bala ou pelo punhal que encerrará no coração, acabando o serviço como o mais frio dos assassinos...
Realmente, há dias em que penso assim, em que algo que está sempre ali à mão, apenas com esse objetivo: magoar.
Há algo que cumpre todos esses objetivos, e de forma mais cirúrgica, sem custos, e com a leveza de se pode levar para qualquer lugar. A palavra.
A palavra, mais que qualquer arma, tem o poder de fazer desmoronar o mais firme dos homens. Uma simples palavra.
Em conjunto, certas palavras podem criar coisas maravilhosas, assim como destrutivas. E é este o seu poder.
Hoje posso afirmar, que mais que a pior das munições, houve palavras que me feriram, e assim, como a bala alojada na carne ferida, me atiraram ao chão, me fizeram sangrar e ficar a definhar. Fui atingido sem estar a contar, e assim como um tiro à queima-roupa, a primeira reacção foi de surpresa, com aquele sorriso amarelo de incredulidade, levo as mãos ao local onde fui atingido.
E é assim, há palavras que ferem e que nos vão matando aos poucos, como que um veneno que se entranha no corpo.
E agora aqui estou eu, já meio moribundo, encostado à parede fria, e aguardando pela bala ou pelo punhal que encerrará no coração, acabando o serviço como o mais frio dos assassinos...
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