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sexta-feira, 31 de julho de 2015
"Momentos que ficam"
Não vale a pena chorar sobre o leite derramado. É isso o que se costuma dizer. faz todo o sentido, quando não somos nós a ficar sem esse mesmo leite. Forma de expressão.
Se aqui escrevo para ti, se aqui te dedico todo este espaço, é porque de alguma forma me foste e me continuas a ser muito especial... Mesmo tendo tu feito por não o merecer, mesmo tendo tu feito por passar ao lado...
Ao contrário de ti, tudo isto tem muito significado para mim, vivi-o como deve ser feito, de forma intensa e como se não houvesse amanhã... Fui o único, e quando assim é o barco não pode rumar para lado algum. tornaste-te uma desilusão...
Por isso guardo estes momentos.
Não quis ouvir, quando de ti me falavam, comigo iria ser diferente. Não o foi. e por mais que tenha acreditado em ti, fizeste por lhes dar razão. Afinal não passou de um passatempo. Um passatempo de certa forma diferente, com outros formalismos e que poderiam levar a pensar estar na presença daquela pessoa. Enganei-me, mostravas tudo isso, mas no fundo estavas a apenas a brincar, assim como uma criança, mas que em vez de bonecas, usaste pessoas reais. Nem sempre será assim, e um dia a boneca acabará por perder os seus cabelos, o seu brilho passará ao baço de gasto, as pernas e os braços passarão a estar sempre caídos e por aí fora. Quanto a ti não sei, mas enquanto brincaste, eu pude captar cada momento como único, tenho-os aqui dentro da minha cabeça a cada instante, enquanto que tu passarás apenas a ser a boneca gasta e baça que muito brincou, mas que agora já não terá piada, e que sim, terá muitas brincadeiras por contar, mas apenas isso...
O sentimento ainda o guardo, pelo menos o meu sei que não foi descartável, sei que o abracei e que nestes e muitos mais momentos os poderei rever, pois acima de tudo para além de contigo, fui fiel para comigo mesmo...
"Quero"
Tudo na vida é baseado em vontades.
Tudo na vida é baseado nas vontades de se querer algo, e de se lutar por isso mesmo.
Não há nada que caía do céu a não ser a chuva ou a neve.
Quando queres algo, tens que te agarrar a esse querer e a tudo o mais que o motivou, e tens que encarar o obstáculo como algo a bater, algo que tem que ser ultrapassado, a todo o custo, e por mais difícil que seja. Isto fará valorizar a tua conquista.
A vontade por si só não chega, e se eu não fizer por isso, não passará disso mesmo, apenas uma vontade.
É isso mesmo que eu quero. Poder lutar por quem amo. Lutar pelo que quero. Lutar por ti.
Já passou o tempo de pensar, agora é tempo de agir. Não mais ficarei à espera que as coisas aconteçam, fá-las-ei acontecer.
Não quero esta incerteza que me tem consumido, esta tristeza que me roubou o sorriso, nem a insegurança que me parou o coração.
Quero poder acordar com alegria e mostrar-te que és tu o motivo.
Quero poder ir trabalhar com um sorriso nos lábios, mesmo que seja segunda-feira, só porque estás aqui.
Quero poder mandar-te mensagens a saber como te corre o dia, e que respondas que podia estar melhor se estivesse a teu lado. Eu penso e digo o mesmo, e faço-te saber que também eu conto as horas e os minutos para poder estar contigo.
Quero poder chegar a casa e preparar-te o jantar, sabendo que não gostas de cozinhar, e preparando a cada dia uma nova receita, para que te possas deliciar.
Quero poder sentar-me contigo no sofá e bem abraçados, poder dizer-te que te amo, e que tudo farei para te fazer feliz, que tudo farei para que sejamos felizes.
Quero poder levar-te ao colo para a cama, onde de forma carnal te amarei, te possuirei, te farei sentir desejada, te farei sentir única. És a única que quero.
Quero poder ficar a olhar-te a dormir, enquanto respiras alto e pronto a acalmar-te sempre que tenhas um pesadelo, que não tens que ter receio, que sempre aqui estarei para ti.
Quero poder cuidar de ti quando estiveres doente, sem receios de que me possas contagiar.
Quero poder proteger-te dos teus receios, e enfrentá-los-ei como se de meus próprios medos se tratassem, olhos nos olhos.
Quero poder olhar-te nos olhos e dizer que te amo, e que este amor não se irá acabar.
Enfim, poderia aqui estar o tempo todo a escrever, que não conseguiria transcrever todas as razões que me fazem querer-te assim tanto e a querer lutar por ti. Mas a principal de todas elas, é porque te amo, e porque sem ti já nada faz sentido...
Tudo na vida é baseado nas vontades de se querer algo, e de se lutar por isso mesmo.
Não há nada que caía do céu a não ser a chuva ou a neve.
Quando queres algo, tens que te agarrar a esse querer e a tudo o mais que o motivou, e tens que encarar o obstáculo como algo a bater, algo que tem que ser ultrapassado, a todo o custo, e por mais difícil que seja. Isto fará valorizar a tua conquista.
A vontade por si só não chega, e se eu não fizer por isso, não passará disso mesmo, apenas uma vontade.
É isso mesmo que eu quero. Poder lutar por quem amo. Lutar pelo que quero. Lutar por ti.
Já passou o tempo de pensar, agora é tempo de agir. Não mais ficarei à espera que as coisas aconteçam, fá-las-ei acontecer.
Não quero esta incerteza que me tem consumido, esta tristeza que me roubou o sorriso, nem a insegurança que me parou o coração.
Quero poder acordar com alegria e mostrar-te que és tu o motivo.
Quero poder ir trabalhar com um sorriso nos lábios, mesmo que seja segunda-feira, só porque estás aqui.
Quero poder mandar-te mensagens a saber como te corre o dia, e que respondas que podia estar melhor se estivesse a teu lado. Eu penso e digo o mesmo, e faço-te saber que também eu conto as horas e os minutos para poder estar contigo.
Quero poder chegar a casa e preparar-te o jantar, sabendo que não gostas de cozinhar, e preparando a cada dia uma nova receita, para que te possas deliciar.
Quero poder sentar-me contigo no sofá e bem abraçados, poder dizer-te que te amo, e que tudo farei para te fazer feliz, que tudo farei para que sejamos felizes.
Quero poder levar-te ao colo para a cama, onde de forma carnal te amarei, te possuirei, te farei sentir desejada, te farei sentir única. És a única que quero.
Quero poder ficar a olhar-te a dormir, enquanto respiras alto e pronto a acalmar-te sempre que tenhas um pesadelo, que não tens que ter receio, que sempre aqui estarei para ti.
Quero poder cuidar de ti quando estiveres doente, sem receios de que me possas contagiar.
Quero poder proteger-te dos teus receios, e enfrentá-los-ei como se de meus próprios medos se tratassem, olhos nos olhos.
Quero poder olhar-te nos olhos e dizer que te amo, e que este amor não se irá acabar.
Enfim, poderia aqui estar o tempo todo a escrever, que não conseguiria transcrever todas as razões que me fazem querer-te assim tanto e a querer lutar por ti. Mas a principal de todas elas, é porque te amo, e porque sem ti já nada faz sentido...
"Sem barreiras"
Por vezes temos de fazer escolhas que não vão de encontro aos nossos principais objectivos.
Por vezes antes de se seguir em frente, o acertado será dar um passo atrás.
Não têm sido tempos fáceis, aqueles em que nos colocaste. Nada mesmo. Dia após dia, a luta é uma constante, comigo próprio, principalmente, mas a cada dia com um sentimento de que é mesmo este o caminho que quero seguir, de que são estas as barreiras que quero e vou enfrentar, e que não importa contra quem ou o quê, as irei superar.
Nas tuas dúvidas confirmei as minhas certezas. Certezas de que vale a pena lutar por quem amas, mesmo quando o Mundo parece querer conspirar contra ti, mesmo quando tudo te aponta no sentido contrário.
Fiquei na merda. Muito mesmo, e tudo apontava que a tendência fosse para me enterrar ainda mais... Tal não sucedeu.
Cuidei de mim, encontrei forças onde não pensava, algumas, onde as procurei não as encontrei, mas consegui seguir em frente. Consegui voltar a levantar-me e agora, pronto a mais uma vez lutar por ti, pronto para lutar por nós, com um sorriso nos lábios posso dizer que venci esta batalha, embora ainda falte um pouco para vencer a guerra.
São os caminhos tortuosos que nos levam a distinguir o real valor das coisas. Poderia ter desistido, e sei que ninguém me apontaria o dedo, mas haveria sempre alguém, em frente a um espelho, que me apontaria e diria que abdiquei da hipótese de ser feliz com quem amo.
Sigo os meus sentimentos e abraço-os como se não houvesse amanhã. Pois é isso mesmo, o amanhã pode não existir e é a teu lado que quero estar. Não apenas hoje, nem só amanhã, mas até o mundo se acabar.
Diz-se que a ópera só se acaba quando a senhora gorda canta. Pois bem, eu não me preocuparia com isso, raptei-a e assim jamais cantará, e assim seguiremos nesta ópera para sempre, acompanhados das belas melodias e sempre nos braços um do outro, como já mostrámos ser felizes...
Por vezes antes de se seguir em frente, o acertado será dar um passo atrás.
Não têm sido tempos fáceis, aqueles em que nos colocaste. Nada mesmo. Dia após dia, a luta é uma constante, comigo próprio, principalmente, mas a cada dia com um sentimento de que é mesmo este o caminho que quero seguir, de que são estas as barreiras que quero e vou enfrentar, e que não importa contra quem ou o quê, as irei superar.
Nas tuas dúvidas confirmei as minhas certezas. Certezas de que vale a pena lutar por quem amas, mesmo quando o Mundo parece querer conspirar contra ti, mesmo quando tudo te aponta no sentido contrário.
Fiquei na merda. Muito mesmo, e tudo apontava que a tendência fosse para me enterrar ainda mais... Tal não sucedeu.
Cuidei de mim, encontrei forças onde não pensava, algumas, onde as procurei não as encontrei, mas consegui seguir em frente. Consegui voltar a levantar-me e agora, pronto a mais uma vez lutar por ti, pronto para lutar por nós, com um sorriso nos lábios posso dizer que venci esta batalha, embora ainda falte um pouco para vencer a guerra.
São os caminhos tortuosos que nos levam a distinguir o real valor das coisas. Poderia ter desistido, e sei que ninguém me apontaria o dedo, mas haveria sempre alguém, em frente a um espelho, que me apontaria e diria que abdiquei da hipótese de ser feliz com quem amo.
Sigo os meus sentimentos e abraço-os como se não houvesse amanhã. Pois é isso mesmo, o amanhã pode não existir e é a teu lado que quero estar. Não apenas hoje, nem só amanhã, mas até o mundo se acabar.
Diz-se que a ópera só se acaba quando a senhora gorda canta. Pois bem, eu não me preocuparia com isso, raptei-a e assim jamais cantará, e assim seguiremos nesta ópera para sempre, acompanhados das belas melodias e sempre nos braços um do outro, como já mostrámos ser felizes...
"Ser Real"
As opiniões são mais que muitas.
Cada pessoa tem a sua opinião formada, mas a opinião de cada um deve permanecer como tal, e não como uma vontade imposta às partes interessadas.
Fizeste soltar muitas opiniões a teu respeito, umas boas, outras nem por isso, não tendo no entanto alterado o que penso e sinto por ti.
Dizem-me que não faz sentido manter teu rosto no visor de meu telemóvel ou computador, que é massacrante. Não o é, pois até quando fecho os olhos vejo o teu rosto, sorrindo por alguma parvoíce ou matreirice que te tenha dito.
Dizem que teu nome seja o mais formal possível, que desprenda, mas de que me vale olhar para algo que tem teu nome, mas que os meus olhos automaticamente traduzem para "meu amor"
De que me vale fazer seja o que for apenas porque alguém tem uma opinião contrária. Possivelmente alguém que jamais amou como eu te amo.
De que me vale dizer o contrário do que penso e sinto, quando não realidade tudo se mantém como antes, com o tremer de meu corpo sempre que chega uma mensagem, e com a desilusão ao ver que não és tu. Com a forma como meu corpo treme ao te ver ou ouvir tua voz. Tudo está igual, mas mais distante e sem sentido.
Perguntam-me como não te consigo esquecer, e que o amor não é isso.
O amor que sinto por ti leva-me a enfrentar os meus maiores medos e a ajudar-te com os teus. Partilhar cada momento contigo, tanto os já passados, como os que ainda hão-de vir. És parte de mim, e a metade que meu coração julgou perdida por muito tempo.
Dizias que era o teu Príncipe e tudo o que havias sonhado. Não reclamo por títulos, mas neste momento quero ser mais que o Príncipe que sonhaste. Quero ser o Rei, que por ti já levantou um castelo e que tem em ti o escudo real. O Rei que por ti encarou e encara cada batalha. Vencer por ti, vencer por nós.
Sou o Rei que te tatuou na pele para que tal como no escudo, e não só no calor da batalha te possa ter e sentir junto a mim. Estás-me na pele.
Não mais te serei o Príncipe que sonhaste, serei antes o teu Rei, que um dia foi Príncipe, mas que por ti amadureceu e fez florir todo o reino. Sou bem real e todo teu, assim como todo o Rei tem que ser de sua Rainha...
Fiz de ti meu estandarte, fiz de ti a minha vida...
Cada pessoa tem a sua opinião formada, mas a opinião de cada um deve permanecer como tal, e não como uma vontade imposta às partes interessadas.
Fizeste soltar muitas opiniões a teu respeito, umas boas, outras nem por isso, não tendo no entanto alterado o que penso e sinto por ti.
Dizem-me que não faz sentido manter teu rosto no visor de meu telemóvel ou computador, que é massacrante. Não o é, pois até quando fecho os olhos vejo o teu rosto, sorrindo por alguma parvoíce ou matreirice que te tenha dito.
Dizem que teu nome seja o mais formal possível, que desprenda, mas de que me vale olhar para algo que tem teu nome, mas que os meus olhos automaticamente traduzem para "meu amor"
De que me vale fazer seja o que for apenas porque alguém tem uma opinião contrária. Possivelmente alguém que jamais amou como eu te amo.
De que me vale dizer o contrário do que penso e sinto, quando não realidade tudo se mantém como antes, com o tremer de meu corpo sempre que chega uma mensagem, e com a desilusão ao ver que não és tu. Com a forma como meu corpo treme ao te ver ou ouvir tua voz. Tudo está igual, mas mais distante e sem sentido.
Perguntam-me como não te consigo esquecer, e que o amor não é isso.
O amor que sinto por ti leva-me a enfrentar os meus maiores medos e a ajudar-te com os teus. Partilhar cada momento contigo, tanto os já passados, como os que ainda hão-de vir. És parte de mim, e a metade que meu coração julgou perdida por muito tempo.
Dizias que era o teu Príncipe e tudo o que havias sonhado. Não reclamo por títulos, mas neste momento quero ser mais que o Príncipe que sonhaste. Quero ser o Rei, que por ti já levantou um castelo e que tem em ti o escudo real. O Rei que por ti encarou e encara cada batalha. Vencer por ti, vencer por nós.
Sou o Rei que te tatuou na pele para que tal como no escudo, e não só no calor da batalha te possa ter e sentir junto a mim. Estás-me na pele.
Não mais te serei o Príncipe que sonhaste, serei antes o teu Rei, que um dia foi Príncipe, mas que por ti amadureceu e fez florir todo o reino. Sou bem real e todo teu, assim como todo o Rei tem que ser de sua Rainha...
Fiz de ti meu estandarte, fiz de ti a minha vida...
"Ventos de mudança"
Diz-se que cada um de nós já tem o destino traçado. Que seja o que for que aconteça, já estava escrito algures.
Tal não é compatível com a minha forma de pensar e de estar na vida.
O meu destino, faço-o eu.
O meu destino é traçado em consequência dos meus actos, não existindo portanto, a tal influência divina que se apregoa aos sete ventos.
Resta-me portanto suportar as consequências de meus actos ou dos actos de segundos e terceiros. Apenas isso.
Por vezes a vida torna-se tão monótona e previsível, que acaba por perder a piada, perde o interesse, e não falo apenas de nós próprios, mas também de quem nos rodeia.
Não digo que não se jogue pelo seguro, mas que haja diversidade, ou corre-se o risco de se ser ultrapassado e se ficar para trás.
Decidi parar de me preocupar com a opinião dos outros, não que o fizesse anteriormente, mas agora ainda menos.
Decidi que é altura de olhar para a frente, não para o lado, mas para a frente.
São tempos de mudança.
Aproveitei estes ventos de mudança, e eu próprio me irei deixar levar por eles. Irei abraçar estas alterações na minha vida sem no entanto descurar de ti. Não é opção.
Muita coisa tem acontecido nos últimos tempos, e muitas mais irão acontecer, isso posso assegurar.
Posso assegurar que nada se alterou, continuo como antes, e mesmo com um outro código postal, mesmo nas cores com que me adornas a pele, mesmo na forma como abracei um novo projecto, posso-te dizer que estás presente em todos os acontecimentos, estás presente em cada decisão, e acima de tudo, estás presente em cada bater de meu coração.
Não estou a mudar de vida nem a desistir de quem sou, estou a traçar um caminho que também te seja compatível, e que me faça sentir mais completo, e contigo, realizado...
Tal não é compatível com a minha forma de pensar e de estar na vida.
O meu destino, faço-o eu.
O meu destino é traçado em consequência dos meus actos, não existindo portanto, a tal influência divina que se apregoa aos sete ventos.
Resta-me portanto suportar as consequências de meus actos ou dos actos de segundos e terceiros. Apenas isso.
Por vezes a vida torna-se tão monótona e previsível, que acaba por perder a piada, perde o interesse, e não falo apenas de nós próprios, mas também de quem nos rodeia.
Não digo que não se jogue pelo seguro, mas que haja diversidade, ou corre-se o risco de se ser ultrapassado e se ficar para trás.
Decidi parar de me preocupar com a opinião dos outros, não que o fizesse anteriormente, mas agora ainda menos.
Decidi que é altura de olhar para a frente, não para o lado, mas para a frente.
São tempos de mudança.
Aproveitei estes ventos de mudança, e eu próprio me irei deixar levar por eles. Irei abraçar estas alterações na minha vida sem no entanto descurar de ti. Não é opção.
Muita coisa tem acontecido nos últimos tempos, e muitas mais irão acontecer, isso posso assegurar.
Posso assegurar que nada se alterou, continuo como antes, e mesmo com um outro código postal, mesmo nas cores com que me adornas a pele, mesmo na forma como abracei um novo projecto, posso-te dizer que estás presente em todos os acontecimentos, estás presente em cada decisão, e acima de tudo, estás presente em cada bater de meu coração.
Não estou a mudar de vida nem a desistir de quem sou, estou a traçar um caminho que também te seja compatível, e que me faça sentir mais completo, e contigo, realizado...
"Peço desculpa"
Como em tudo na vida, nem sempre alcançamos o que procuramos. Numas vezes as expectativas estão demasiado elevadas, noutras nem sequer sabemos o que esperar.
Peço desculpa por ter superado as tuas expectativas.
Peço desculpa por não te ter tratado como a uma qualquer. Por te ter entregue o meu amor como merecias, pensava eu, por inteiro.
Peço desculpa por não te ter tratado como mais uma, mas como a única, aquela que me fez cegar para tudo o mais.
Peço desculpa por te ter respeitado a cada instante, onde teria eu a cabeça??
Peço desculpa por te ter sido e ainda me manter fiel, afinal parece não ser o suposto.
Peço desculpa por te tratar de forma especial, sem receio das opiniões alheias e da forma como essas se iriam desenlear.
Peço desculpa por não me importar com a hipótese de poder estar a prejudicar-me, pois para mim não se tratavam de sacrifícios, mas de algo necessário para poder estar contigo.
Peço desculpa por não ter vergonha de mostrar os meus sentimentos, de dizer que te amo desde que acordo até que adormeço, e que mesmo assim ainda é contigo que sonho.
Peço desculpa.
Peço desculpa por ter acreditado acreditado em nós e no futuro.
Peço desculpa também pelas lágrimas, afinal diz-se que um homem não chora.
Peço-te desculpa por tudo isto e muito mais. Peço-te desculpa por ter sido o homem que respeita, que ama, que te coloca acima de todas a outras e que faz tudo por ti.
Peço-te desculpa por continuar a ser a pessoa que mais se preocupa contigo, mesmo quando já nem tu o fazes. Não é suposto, mas é assim que é.
Mas quero-te pedir desculpa por ter superado todas as tuas expectativas, não estavas preparada para tal. Não esperavas que algum homem pudesse tratar assim uma mulher, a ti.
Peço-te desculpa, principalmente por ter sido demasiado homem para as tuas expectativas.
É assim que sou. Dei-te e dou-te tudo de mim, porque é assim que tem que ser, dar tudo de si de forma despreocupada, sem ter que se pedir nada em troca, pois tudo vem por si só, naturalmente...
Peço desculpa por ter superado as tuas expectativas.
Peço desculpa por não te ter tratado como a uma qualquer. Por te ter entregue o meu amor como merecias, pensava eu, por inteiro.
Peço desculpa por não te ter tratado como mais uma, mas como a única, aquela que me fez cegar para tudo o mais.
Peço desculpa por te ter respeitado a cada instante, onde teria eu a cabeça??
Peço desculpa por te ter sido e ainda me manter fiel, afinal parece não ser o suposto.
Peço desculpa por te tratar de forma especial, sem receio das opiniões alheias e da forma como essas se iriam desenlear.
Peço desculpa por não me importar com a hipótese de poder estar a prejudicar-me, pois para mim não se tratavam de sacrifícios, mas de algo necessário para poder estar contigo.
Peço desculpa por não ter vergonha de mostrar os meus sentimentos, de dizer que te amo desde que acordo até que adormeço, e que mesmo assim ainda é contigo que sonho.
Peço desculpa.
Peço desculpa por ter acreditado acreditado em nós e no futuro.
Peço desculpa também pelas lágrimas, afinal diz-se que um homem não chora.
Peço-te desculpa por tudo isto e muito mais. Peço-te desculpa por ter sido o homem que respeita, que ama, que te coloca acima de todas a outras e que faz tudo por ti.
Peço-te desculpa por continuar a ser a pessoa que mais se preocupa contigo, mesmo quando já nem tu o fazes. Não é suposto, mas é assim que é.
Mas quero-te pedir desculpa por ter superado todas as tuas expectativas, não estavas preparada para tal. Não esperavas que algum homem pudesse tratar assim uma mulher, a ti.
Peço-te desculpa, principalmente por ter sido demasiado homem para as tuas expectativas.
É assim que sou. Dei-te e dou-te tudo de mim, porque é assim que tem que ser, dar tudo de si de forma despreocupada, sem ter que se pedir nada em troca, pois tudo vem por si só, naturalmente...
"Fazes-me falta"
Não há uma forma fácil de se começar a escrever, quando tudo o que tens para dizer está mesmo aqui, como que a querer sair de mim, numa desordem tal, que não tens como o parar.
Assim como um vulcão em erupção, é como me encontro. As expressões não me faltam, surgem como que saídas de um qualquer livro, ali à espera que eu me lembrasse de mais uma vez escrever para ti.
E é muito simples, fazes-me falta...
Faz-me falta o teu toque. O toque de teus lábios nos meus, teu corpo no meu.
Faz-me falta acordar e ter as tuas mensagens de bom dia alegria, e desejando-me um bom dia de trabalho.
Fazem-me falta as nossas conversas intermináveis, em que falávamos dos nossos dias, dos nossos medos e dos nossos planos, e até mesmo de nada. Enfim, sinto a falta de ouvir a tua voz.
Faz-me falta o teu olhar, que desde sempre me cativou.
Faz-me falta o teu beicinho e de como com ele me pedias mais e mais beijos.
Faz-me falta o teu sussurro nos meus ouvidos, dizendo o que mais ninguém poderia escutar e fazendo-me querer abraçar-te e beijar-te ainda mais.
Faz-me falta o teu abraço, que mesmo não sendo muito apertado, me transmitia a segurança dos mais fortes.
Faz-me falta o teu mau feitio, que embora de certa forma difícil de assimilar, era o que te fazia "tão tu", é o que te faz uma pessoa única.
Não sei como nem porquê, mas até os teus ciúmes me fazem falta, aliás, sei o porquê, mas faz-me sentir que também deles sinto a falta.
Fazem-me falta as tuas inseguranças, só para que te possa abraçar e dizer que não precisas de as ter, pois amo-te e só tu me importas, nada mais, nem ninguém.
Faz-me falta o podermos rir do passado, gozar o presente e aspirar pelo futuro.
Fazes-me falta de todas as formas possíveis e imaginárias, e estas que aqui te referi são apenas uma ínfima percentagem do porquê de te sentir a falta, e de desejar ter-te a meu lado a cada instante.
Estás comigo a cada instante, em meu pensamento, mas não chega. Quero mais.
Quero mais que meras recordações ou fantasias. Quero-te a meu lado, para que juntos possamos fazer a caminhada que para nós projectámos, superando juntos cada obstáculo, enfrentando as dificuldades com um sorriso nos labios , e com a certeza de que teremos o apoio um do outro.
Fazes-me falta...
Assim como um vulcão em erupção, é como me encontro. As expressões não me faltam, surgem como que saídas de um qualquer livro, ali à espera que eu me lembrasse de mais uma vez escrever para ti.
E é muito simples, fazes-me falta...
Faz-me falta o teu toque. O toque de teus lábios nos meus, teu corpo no meu.
Faz-me falta acordar e ter as tuas mensagens de bom dia alegria, e desejando-me um bom dia de trabalho.
Fazem-me falta as nossas conversas intermináveis, em que falávamos dos nossos dias, dos nossos medos e dos nossos planos, e até mesmo de nada. Enfim, sinto a falta de ouvir a tua voz.
Faz-me falta o teu olhar, que desde sempre me cativou.
Faz-me falta o teu beicinho e de como com ele me pedias mais e mais beijos.
Faz-me falta o teu sussurro nos meus ouvidos, dizendo o que mais ninguém poderia escutar e fazendo-me querer abraçar-te e beijar-te ainda mais.
Faz-me falta o teu abraço, que mesmo não sendo muito apertado, me transmitia a segurança dos mais fortes.
Faz-me falta o teu mau feitio, que embora de certa forma difícil de assimilar, era o que te fazia "tão tu", é o que te faz uma pessoa única.
Não sei como nem porquê, mas até os teus ciúmes me fazem falta, aliás, sei o porquê, mas faz-me sentir que também deles sinto a falta.
Fazem-me falta as tuas inseguranças, só para que te possa abraçar e dizer que não precisas de as ter, pois amo-te e só tu me importas, nada mais, nem ninguém.
Faz-me falta o podermos rir do passado, gozar o presente e aspirar pelo futuro.
Fazes-me falta de todas as formas possíveis e imaginárias, e estas que aqui te referi são apenas uma ínfima percentagem do porquê de te sentir a falta, e de desejar ter-te a meu lado a cada instante.
Estás comigo a cada instante, em meu pensamento, mas não chega. Quero mais.
Quero mais que meras recordações ou fantasias. Quero-te a meu lado, para que juntos possamos fazer a caminhada que para nós projectámos, superando juntos cada obstáculo, enfrentando as dificuldades com um sorriso nos labios , e com a certeza de que teremos o apoio um do outro.
Fazes-me falta...
Santo Graal"
O tempo passa, e no entanto parece não surtir qualquer efeito sobre mim. Tudo permanece como antes, sem a mais pequena das alterações.
Não sei como tal é possível. Não sei como é possivel, que mesmo após todo este tempo, e com todos os acontecimentos intermédios, tudo se mantenha como antes.
Não o sei explicar, mas é algo que é tanto e tão maior que eu, que não me atrevo sequer a enfrentá-lo, deixo-me levar...
Uma das minhas máximas é não me arrepender do que faço, mas sim do que não faço. É mesmo assim, as teorias não passam disso mesmo. E até que alguém as ponha em prática, não passarão de meras teorias.
Ninguém é igual a alguém, há histórias que pela força dos acontecimentos, acabam por encontrar pontos comuns, e apenas isso.
A minha história faço-a eu. E corra bem ou mal, terei que ser eu a colher os benefícios ou a pagar pelos meus erros. Não deixo nada por fazer por meras suposições.
Antes mesmo de esta história começar a sério, fiz algo que vai contra os meus princípios, desisti sem lutar. Simplesmente pus o meu corpo e mente de lado, enquanto tudo o mais à minha volta se passava sem que me apercebesse, ou sem que ligasse.
Mas o ir contra os meus princípios levou a que declarasse guerra a mim próprio, e ao facto de desistir à primeira contrariedade. Este não estava a ser eu.
Depois desta batalha vencida, prometi a ti e a mim próprio que jamais o faria. Jamais voltaria a desistir de ti. Jamais voltaria a desistir de nós.
Têm sido tempos difíceis, em que os conselhos seguem, na sua grande maioria, a intensão de desistir, de abandonar o navio.
Reconheço que por vezes nem eu sei onde ir buscar as forças, não sei mesmo, e no entanto sinto-me mais que preparado para enfrentar seja o que for, seja onde for e quando for. Nada mais importa.
Esta foi uma cruzada que abracei em busca do Santo Graal, algo que para muitos não existe, mas que no entanto está bem vivo aqui, dentro de mim, e que a cada pronunciar de teu nome, se manifesta na forma de batimentos cardíacos, tremuras e ansiedade.
Ninguém disse que iria ser fácil, mas quero que saibas que tal como prometi, jamais desistirei deste meu Santo Graal, que és tu...
Não sei como tal é possível. Não sei como é possivel, que mesmo após todo este tempo, e com todos os acontecimentos intermédios, tudo se mantenha como antes.
Não o sei explicar, mas é algo que é tanto e tão maior que eu, que não me atrevo sequer a enfrentá-lo, deixo-me levar...
Uma das minhas máximas é não me arrepender do que faço, mas sim do que não faço. É mesmo assim, as teorias não passam disso mesmo. E até que alguém as ponha em prática, não passarão de meras teorias.
Ninguém é igual a alguém, há histórias que pela força dos acontecimentos, acabam por encontrar pontos comuns, e apenas isso.
A minha história faço-a eu. E corra bem ou mal, terei que ser eu a colher os benefícios ou a pagar pelos meus erros. Não deixo nada por fazer por meras suposições.
Antes mesmo de esta história começar a sério, fiz algo que vai contra os meus princípios, desisti sem lutar. Simplesmente pus o meu corpo e mente de lado, enquanto tudo o mais à minha volta se passava sem que me apercebesse, ou sem que ligasse.
Mas o ir contra os meus princípios levou a que declarasse guerra a mim próprio, e ao facto de desistir à primeira contrariedade. Este não estava a ser eu.
Depois desta batalha vencida, prometi a ti e a mim próprio que jamais o faria. Jamais voltaria a desistir de ti. Jamais voltaria a desistir de nós.
Têm sido tempos difíceis, em que os conselhos seguem, na sua grande maioria, a intensão de desistir, de abandonar o navio.
Reconheço que por vezes nem eu sei onde ir buscar as forças, não sei mesmo, e no entanto sinto-me mais que preparado para enfrentar seja o que for, seja onde for e quando for. Nada mais importa.
Esta foi uma cruzada que abracei em busca do Santo Graal, algo que para muitos não existe, mas que no entanto está bem vivo aqui, dentro de mim, e que a cada pronunciar de teu nome, se manifesta na forma de batimentos cardíacos, tremuras e ansiedade.
Ninguém disse que iria ser fácil, mas quero que saibas que tal como prometi, jamais desistirei deste meu Santo Graal, que és tu...
"Entranhada na pele"
Há dias que são mais fáceis de suportar que outros. Hoje não foi um desses dias.
Foi um daqueles dias em que o relógio atrasou o seu funcionar. O ponteiro dos segundos demorou minutos a passar, o dos minutos demorou horas a passar e o das horas, esse então demorou dias.
Foi daqueles dias em que tudo, mas mesmo tudo me fez lembrar de ti.
Mesmo a mais simples das coisas era o suficiente para fazer vir um sorriso a meus lábios, ainda por muito breve que fosse, ainda que por um momento fugaz. Serviu para me fazer rir por ti, serviu para mais uma vez me enganar a mim mesmo. Não passou de uma mera recordação.
Tudo parece uma autêntica teoria da conspiração, onde para quer que me vire, tudo aponta na tua direcção. De repente revelam-se todas as pessoas com teu nome, e embora o saiba praticamente impossível, ainda me viro na esperança de ali te encontrar.
Na rádio, tudo parece conspirar. As nossas músicas tocam a toda a hora, e quando não tocam essas, tocam outras que parecem descrever nossa história na perfeição, mas o pior disto, é que sejam umas ou as outras, sempre provocam aquela lágrima matreira que a cada momento ali está à espera de escorregar por meu rosto, assim como uma criança pelo escorrega do jardim escola.
Atrás de uma vem sempre a outra, e mais outra, e embora por vezes o tente ignorar, a verdade é que por mais que tente, sei que esta é uma missão que por hora não tem sucesso possível.
Não há nada que não me conecte a ti, Não há um único momento em que não estejas em meu pensamento, e mesmo que parte de mim te chame todos os nomes possíveis e imaginários, na esperança de aí te afastar, logo a outra parte relembra que tudo isso é mentira, e que pelo contrário, nenhum desses nomes a ti é dirigido, mas todos os outros, os pensamentos em que digo que te amo, e que nada mais me importa que tu e eu juntos, não importando para isso a opinião dos outros.
Neste momento, se me perguntassem que parte de teu corpo gostaria de ver, sem dúvidas que responderia que os teus olhos. Os teus olhos para neles poder penetrar e assim ver as coisas como também tu as vês. Quanto ao resto não preciso, pois em minha pele estás entranhada, e embora distante, sinto que estás sempre aqui, junto ao meu coração e a aguardar que mais uma vez estas duas metades do coração se voltem a unir...
Foi um daqueles dias em que o relógio atrasou o seu funcionar. O ponteiro dos segundos demorou minutos a passar, o dos minutos demorou horas a passar e o das horas, esse então demorou dias.
Foi daqueles dias em que tudo, mas mesmo tudo me fez lembrar de ti.
Mesmo a mais simples das coisas era o suficiente para fazer vir um sorriso a meus lábios, ainda por muito breve que fosse, ainda que por um momento fugaz. Serviu para me fazer rir por ti, serviu para mais uma vez me enganar a mim mesmo. Não passou de uma mera recordação.
Tudo parece uma autêntica teoria da conspiração, onde para quer que me vire, tudo aponta na tua direcção. De repente revelam-se todas as pessoas com teu nome, e embora o saiba praticamente impossível, ainda me viro na esperança de ali te encontrar.
Na rádio, tudo parece conspirar. As nossas músicas tocam a toda a hora, e quando não tocam essas, tocam outras que parecem descrever nossa história na perfeição, mas o pior disto, é que sejam umas ou as outras, sempre provocam aquela lágrima matreira que a cada momento ali está à espera de escorregar por meu rosto, assim como uma criança pelo escorrega do jardim escola.
Atrás de uma vem sempre a outra, e mais outra, e embora por vezes o tente ignorar, a verdade é que por mais que tente, sei que esta é uma missão que por hora não tem sucesso possível.
Não há nada que não me conecte a ti, Não há um único momento em que não estejas em meu pensamento, e mesmo que parte de mim te chame todos os nomes possíveis e imaginários, na esperança de aí te afastar, logo a outra parte relembra que tudo isso é mentira, e que pelo contrário, nenhum desses nomes a ti é dirigido, mas todos os outros, os pensamentos em que digo que te amo, e que nada mais me importa que tu e eu juntos, não importando para isso a opinião dos outros.
Neste momento, se me perguntassem que parte de teu corpo gostaria de ver, sem dúvidas que responderia que os teus olhos. Os teus olhos para neles poder penetrar e assim ver as coisas como também tu as vês. Quanto ao resto não preciso, pois em minha pele estás entranhada, e embora distante, sinto que estás sempre aqui, junto ao meu coração e a aguardar que mais uma vez estas duas metades do coração se voltem a unir...
"Em nome do Rei"
Os jogos de tabuleiro são tidos como apenas passatempos de noites de Inverno.
Há quase todo o tipo de jogos de tabuleiro. Há os de conhecimento, os de estratégia e aqueles que apenas para divertir.
Um jogo que me dá um enorme prazer de jogar é o xadrez. Um jogo de estratégia, em que, e com formas de se mover diferentes, qualquer das peças pode vir a ter papel decisivo no enredo, mesmo a mais fraca de todas, o Peão.
O objetivo principal do jogo é matar o Rei. Xeque-mate.
Por vezes temos que sacrificar peças em nome de um objectivo maior, sendo que, determinadas peças de maior poder podem também ser riscadas em nome desse objectivo.
Assim acontece também na vida. Mas aqui os papéis vão-se alterando em função dos acontecimentos.
Podia ser o Cavalo, que em movimentos de "L" contorna o alvo para o poder atacar, podia ser o Bispo que em movimentos diagonais tenta surpreender o rival ou ainda a Torre, que a tudo o que lhe apareça em frente, fará por varrer, limpando o caminho à tua frente.
Optei por ser a tua Rainha. Aquela peça que começa o jogo a teu lado, e que sem te perder de vista, tudo fará para te proteger, e que sem descurar desse objectivo principal, não deixará de atacar os teus adversários para abrir o caminho para a tua passagem triunfal.
Aceitaste-me como a tua principal peça aliada, aquela que mais se preocupou, mais te protegeu e amou. Este tabuleiro pareceria-me então feito à nossa medida, tudo corria em nosso favor. Até que tudo mudou.
Num de repente, decidiste que o melhor seria sacrificar-me, a mim, àquela peça que a ti dedicou sua vida. Nada mais passou a fazer sentido nesta táctica...
Enquanto uma das mais poderosas, senão a mais poderosa peça de todo o tabuleiro, me descartaste e sacrificaste. Despromoveste-me.
Sou agora um mero Peão, que casa a casa, e de forma paciente, tudo fará para chegar ao outro lado da barricada, e aí, mais uma vez voltará a ser a tua peça Rainha, para mais uma vez , e desta vez de forma definitiva, limpar todo o caminho à tua frente e te voltar a proteger e a amar, sendo que desta vez para todo o sempre...
Tanto na vida como no tabuleiro, os obstáculos que forem surgindo terão que ser combatidos em conjunto, e embora só possas caminhar por uma casa de cada vez, eu estarei sempre aqui para te apoiar, umas vezes à frente, noutras atrás ou até mesmo de lado, a minha protecção e amor nunca te irão faltar, pois és para mim a mais importante de todas as peças do tabuleiro...
Há quase todo o tipo de jogos de tabuleiro. Há os de conhecimento, os de estratégia e aqueles que apenas para divertir.
Um jogo que me dá um enorme prazer de jogar é o xadrez. Um jogo de estratégia, em que, e com formas de se mover diferentes, qualquer das peças pode vir a ter papel decisivo no enredo, mesmo a mais fraca de todas, o Peão.
O objetivo principal do jogo é matar o Rei. Xeque-mate.
Por vezes temos que sacrificar peças em nome de um objectivo maior, sendo que, determinadas peças de maior poder podem também ser riscadas em nome desse objectivo.
Assim acontece também na vida. Mas aqui os papéis vão-se alterando em função dos acontecimentos.
Podia ser o Cavalo, que em movimentos de "L" contorna o alvo para o poder atacar, podia ser o Bispo que em movimentos diagonais tenta surpreender o rival ou ainda a Torre, que a tudo o que lhe apareça em frente, fará por varrer, limpando o caminho à tua frente.
Optei por ser a tua Rainha. Aquela peça que começa o jogo a teu lado, e que sem te perder de vista, tudo fará para te proteger, e que sem descurar desse objectivo principal, não deixará de atacar os teus adversários para abrir o caminho para a tua passagem triunfal.
Aceitaste-me como a tua principal peça aliada, aquela que mais se preocupou, mais te protegeu e amou. Este tabuleiro pareceria-me então feito à nossa medida, tudo corria em nosso favor. Até que tudo mudou.
Num de repente, decidiste que o melhor seria sacrificar-me, a mim, àquela peça que a ti dedicou sua vida. Nada mais passou a fazer sentido nesta táctica...
Enquanto uma das mais poderosas, senão a mais poderosa peça de todo o tabuleiro, me descartaste e sacrificaste. Despromoveste-me.
Sou agora um mero Peão, que casa a casa, e de forma paciente, tudo fará para chegar ao outro lado da barricada, e aí, mais uma vez voltará a ser a tua peça Rainha, para mais uma vez , e desta vez de forma definitiva, limpar todo o caminho à tua frente e te voltar a proteger e a amar, sendo que desta vez para todo o sempre...
Tanto na vida como no tabuleiro, os obstáculos que forem surgindo terão que ser combatidos em conjunto, e embora só possas caminhar por uma casa de cada vez, eu estarei sempre aqui para te apoiar, umas vezes à frente, noutras atrás ou até mesmo de lado, a minha protecção e amor nunca te irão faltar, pois és para mim a mais importante de todas as peças do tabuleiro...
"Homens vs Mulheres"
Ao contrário do que o título sugere, aqui não se trata de uma competição, mas antes um agregar de direitos e obrigações a que, tanto um como o outro terão que saber fazer cumprir.
Os direitos e obrigações entre homens e mulheres tendem em ser considerados como de igualdade. Será???
Não estou a fazer um reparo personalizado, mas mais generalizado. Certo que em grande parte das situações posso ter estado presente ou mesmo intervido, mas são situações que se passam um pouco por todo o lado, que quase nunca associamos aos outros, mas que acontecem a toda a gente.
Vou enumerar algumas situações, em que certamente muitos dirão que é verdade, e outros dirão que não é bem assim.
1 - FACEBOOK- Homem: Rede social, mas que a partir do momento em que entras num relacionamento deixa de o ser. Não podes aceitar pedidos de amizade de qualquer tipo de gaja, Não importa se é a vizinha, a professora do puto ou até amiga da respectiva.
Mulher: Rede social é isso mesmo, é conhecer outras pessoas, não importa se homem ou mulher. E se o homem por alguma razão perguntar algo, a resposta comum é o "achas?? é o meu vizinho, o professor do puto ou até é o teu amigo, não tem nada a ver.
2 - SAÍDAS - Homem: Quando o homem sai, tem que se aperceber com antecedência se vai haver alguma mulher no espaço, mesmo que seja apenas uma mulher no meio de cinco homens, é sempre o individuo em questão o apontado pela relativa. Se houver mais mulheres que homens, nem vale a pena aparecer em casa nos próximos dias.
- Mulher: Não há hipótese de haver a mais pequena dúvida, pois o homem sabe que tem que confiar na mulher, e não importa de com apenas um homem, ou no meio de uns cinco, nunca há problema, e se o respectivo a aborda sobre o assunto, a resposta é ao ataque referindo que se está a desconfiar dela é porque se calhar ele deve fazer algo também nas suas saídas com amigas.
3 - TRABALHO - Homem: Trabalho é para isso mesmo, fazer o período necessário e sem dar confiança às colegas. No trabalho não há amigas e muito menos brincadeiras.
-Mulher: Trabalho também pode ter momentos engraçados, em que se podem pregar partidas e rirem uns com os outros, conviver.
4 - PARCEIRO PARA A VIDA - Homem: Por norma, o homem não tem muitos planos nesse aspecto, e age em conformidade com os acontecimentos.
- Mulher: A mulher começa a formatar desde criança, sonhando com o príncipe que a há-de tratar muito bem, e a respeitará e a fará ser a mais invejada mulher do planeta. Esse é o plano, mas raras são as vezes que o seguem, pois por norma, depois de adultas, já não acham a piada que antes viam no príncipe, e vão atrás quem não as respeita enquanto mulher e parceira.
Poderia aqui passar o tempo a enumerar "N" de situações, e todas elas fundamentadas, mas aqui o essencial é referir que por mais complicadas que elas sejam, por mais previsíveis que eles sejam, por mais ciumentas que elas sejam e por mais desligados que eles sejam, não compliquem as coisas, tornem-nas simples. E acima de tudo, respeitem-se.
Tal como referi, isto não é uma competição, e agindo em conformidade os dois irão ficar a ganhar...
Os direitos e obrigações entre homens e mulheres tendem em ser considerados como de igualdade. Será???
Não estou a fazer um reparo personalizado, mas mais generalizado. Certo que em grande parte das situações posso ter estado presente ou mesmo intervido, mas são situações que se passam um pouco por todo o lado, que quase nunca associamos aos outros, mas que acontecem a toda a gente.
Vou enumerar algumas situações, em que certamente muitos dirão que é verdade, e outros dirão que não é bem assim.
1 - FACEBOOK- Homem: Rede social, mas que a partir do momento em que entras num relacionamento deixa de o ser. Não podes aceitar pedidos de amizade de qualquer tipo de gaja, Não importa se é a vizinha, a professora do puto ou até amiga da respectiva.
Mulher: Rede social é isso mesmo, é conhecer outras pessoas, não importa se homem ou mulher. E se o homem por alguma razão perguntar algo, a resposta comum é o "achas?? é o meu vizinho, o professor do puto ou até é o teu amigo, não tem nada a ver.
2 - SAÍDAS - Homem: Quando o homem sai, tem que se aperceber com antecedência se vai haver alguma mulher no espaço, mesmo que seja apenas uma mulher no meio de cinco homens, é sempre o individuo em questão o apontado pela relativa. Se houver mais mulheres que homens, nem vale a pena aparecer em casa nos próximos dias.
- Mulher: Não há hipótese de haver a mais pequena dúvida, pois o homem sabe que tem que confiar na mulher, e não importa de com apenas um homem, ou no meio de uns cinco, nunca há problema, e se o respectivo a aborda sobre o assunto, a resposta é ao ataque referindo que se está a desconfiar dela é porque se calhar ele deve fazer algo também nas suas saídas com amigas.
3 - TRABALHO - Homem: Trabalho é para isso mesmo, fazer o período necessário e sem dar confiança às colegas. No trabalho não há amigas e muito menos brincadeiras.
-Mulher: Trabalho também pode ter momentos engraçados, em que se podem pregar partidas e rirem uns com os outros, conviver.
4 - PARCEIRO PARA A VIDA - Homem: Por norma, o homem não tem muitos planos nesse aspecto, e age em conformidade com os acontecimentos.
- Mulher: A mulher começa a formatar desde criança, sonhando com o príncipe que a há-de tratar muito bem, e a respeitará e a fará ser a mais invejada mulher do planeta. Esse é o plano, mas raras são as vezes que o seguem, pois por norma, depois de adultas, já não acham a piada que antes viam no príncipe, e vão atrás quem não as respeita enquanto mulher e parceira.
Poderia aqui passar o tempo a enumerar "N" de situações, e todas elas fundamentadas, mas aqui o essencial é referir que por mais complicadas que elas sejam, por mais previsíveis que eles sejam, por mais ciumentas que elas sejam e por mais desligados que eles sejam, não compliquem as coisas, tornem-nas simples. E acima de tudo, respeitem-se.
Tal como referi, isto não é uma competição, e agindo em conformidade os dois irão ficar a ganhar...
"30 dias"
30 dias.
Há 30 dias dias que começou esta tormenta.
Assim como a tempestade que surge do nada, também esta tormenta veio para tornar negros os meus dias.
Foi sem aviso. Pode-se dizer que se estavam a passar aqueles dias de sol de Primavera, mas de repente, e sem qualquer tipo de aviso, sem que nada o pudesse prever, o ar tornou-se mais pesado e sombrio.
Momentos antes todos os sonhos do mundo eram partilhados. Tudo fazia sentido. Nada mais existia à nossa volta.
Tudo se alterou.
O coração deixou de bater.
A boca deixou de sorrir.
Os olhos de brilhar.
O chão foi-me retirado debaixo dos pés, e tenho desde então caído neste precipício sem vim à vista.
Não percebo os porquês. Aliás, ninguém os percebe, nem mesmo tu, acredito. Apenas porque sim...
Como uma qualquer desintoxicação, 30 dias poderiam ter o efeito de fazer libertar meu corpo da necessidade de te ver, de te abraçar, de te beijar. Não tem funcionado.
Dia após dia a tortura é cada vez maior. Continuas a fugir dos dois. Continuas a fugir de ti.
O telemóvel já não toca toca como antes, não me mostra o teu rosto no visor, aquele bater forte do coração rápido se desvanece ao ver que não és tu. Desejo nem responder.
Nada do que antes não parava de fazer me dá prazer, são coisas que apenas ali estão, sem qualquer tipo de interesse, e apenas porque sim.
Passado este tempo, onde quer que vá continuo a sentir-me sozinho, isolado, mesmo que no mais populoso dos locais. Tudo me lembra de ti, de nós.
Nunca pensei passar por algo do género, só sei que não o desejo a ninguém, nem ao pior dos inimigos. Esta é uma dor que mói mas que não se afasta. É uma dor que se entranha no corpo e na alma, e que ali permanece a massacrar a cada dia que passa, a cada hora, a cada segundo.
Embora distante, e com tudo o que se tem passado, ainda é por ti que este coração quer bater, e agora, ainda sangrando, ele não me pede para desistir, ele pede-me que me acalme pois tudo se vai resolver, que a sua outra metade também ainda bate por si.
30 dias já se passaram, e no entanto este é um relógio que teima em não parar, já tentei, mas não pára.
Há 30 dias dias que começou esta tormenta.
Assim como a tempestade que surge do nada, também esta tormenta veio para tornar negros os meus dias.
Foi sem aviso. Pode-se dizer que se estavam a passar aqueles dias de sol de Primavera, mas de repente, e sem qualquer tipo de aviso, sem que nada o pudesse prever, o ar tornou-se mais pesado e sombrio.
Momentos antes todos os sonhos do mundo eram partilhados. Tudo fazia sentido. Nada mais existia à nossa volta.
Tudo se alterou.
O coração deixou de bater.
A boca deixou de sorrir.
Os olhos de brilhar.
O chão foi-me retirado debaixo dos pés, e tenho desde então caído neste precipício sem vim à vista.
Não percebo os porquês. Aliás, ninguém os percebe, nem mesmo tu, acredito. Apenas porque sim...
Como uma qualquer desintoxicação, 30 dias poderiam ter o efeito de fazer libertar meu corpo da necessidade de te ver, de te abraçar, de te beijar. Não tem funcionado.
Dia após dia a tortura é cada vez maior. Continuas a fugir dos dois. Continuas a fugir de ti.
O telemóvel já não toca toca como antes, não me mostra o teu rosto no visor, aquele bater forte do coração rápido se desvanece ao ver que não és tu. Desejo nem responder.
Nada do que antes não parava de fazer me dá prazer, são coisas que apenas ali estão, sem qualquer tipo de interesse, e apenas porque sim.
Passado este tempo, onde quer que vá continuo a sentir-me sozinho, isolado, mesmo que no mais populoso dos locais. Tudo me lembra de ti, de nós.
Nunca pensei passar por algo do género, só sei que não o desejo a ninguém, nem ao pior dos inimigos. Esta é uma dor que mói mas que não se afasta. É uma dor que se entranha no corpo e na alma, e que ali permanece a massacrar a cada dia que passa, a cada hora, a cada segundo.
Embora distante, e com tudo o que se tem passado, ainda é por ti que este coração quer bater, e agora, ainda sangrando, ele não me pede para desistir, ele pede-me que me acalme pois tudo se vai resolver, que a sua outra metade também ainda bate por si.
30 dias já se passaram, e no entanto este é um relógio que teima em não parar, já tentei, mas não pára.
"Photoshop"
Hoje em dia, tudo o mais é baseado na imagem. Não importa o quê, ou a área em que se insere, mas apenas a imagem que se passa cá para fora.
A ideia concebida da imagem perfeita, leva por vezes a que se façam juízos errados e precipitados, pois tudo o mais que importa é... Imagem...
A sociedade está cheia de exemplos disso mesmo. O que vende é a imagem.
A perfeição é de tal forma sobrevalorizada, que aqueles que tidos como perfeitos, os modelos, se vêm muitas vezes obrigados a recorrer ao photoshop para atingir o que se pretende.
O photoshop é algo que serve para camuflar o que de alguma forma não está bem, não está perfeito, e para que assim, pelo menos aos olhos dos outros mostre a perfeição que se pretende.
E assim te tens revelado.
Através do photoshop tens mostrado uma perfeição que afinal não possuis. Como qualquer dos mortais, tens os teus defeitos e as tuas virtudes. Assim como eu.
Parece que não o aceitas, e como tal, qual obra de Deus, decides que imputar os teus erros e defeitos em quem não os comete.
Como o mais impetuoso dos juízes, decides aplicar sobre a vítima a sentença mais grave aplicável ao criminoso.
Com o poder da palavra, optas por fazer crer que ali, e com o malabarismo digno do melhor dos advogados, vais moldar a mente dos que te rodeiam, contando o que convém ou imputando a responsabilidade na vítima que se senta na cadeira dos réus.
Aplicas um photoshop que te faz parecer o mais perfeito dos seres, no entanto, e é esta uma das verdades do photoshop, a pessoa que o trabalha, saberá sempre que o que ali está não passa de uma mera reprodução do que se gostava de se ser, mas que na verdade, e por dentro se trata do réu que se sentou na cadeira perante o juiz.
No fundo, será sempre uma imagem melhorada para que os outros vejam, mas por dentro será um ser vazio que se martiriza pela perfeição que não soube reconhecer e aproveitar...
A ideia concebida da imagem perfeita, leva por vezes a que se façam juízos errados e precipitados, pois tudo o mais que importa é... Imagem...
A sociedade está cheia de exemplos disso mesmo. O que vende é a imagem.
A perfeição é de tal forma sobrevalorizada, que aqueles que tidos como perfeitos, os modelos, se vêm muitas vezes obrigados a recorrer ao photoshop para atingir o que se pretende.
O photoshop é algo que serve para camuflar o que de alguma forma não está bem, não está perfeito, e para que assim, pelo menos aos olhos dos outros mostre a perfeição que se pretende.
E assim te tens revelado.
Através do photoshop tens mostrado uma perfeição que afinal não possuis. Como qualquer dos mortais, tens os teus defeitos e as tuas virtudes. Assim como eu.
Parece que não o aceitas, e como tal, qual obra de Deus, decides que imputar os teus erros e defeitos em quem não os comete.
Como o mais impetuoso dos juízes, decides aplicar sobre a vítima a sentença mais grave aplicável ao criminoso.
Com o poder da palavra, optas por fazer crer que ali, e com o malabarismo digno do melhor dos advogados, vais moldar a mente dos que te rodeiam, contando o que convém ou imputando a responsabilidade na vítima que se senta na cadeira dos réus.
Aplicas um photoshop que te faz parecer o mais perfeito dos seres, no entanto, e é esta uma das verdades do photoshop, a pessoa que o trabalha, saberá sempre que o que ali está não passa de uma mera reprodução do que se gostava de se ser, mas que na verdade, e por dentro se trata do réu que se sentou na cadeira perante o juiz.
No fundo, será sempre uma imagem melhorada para que os outros vejam, mas por dentro será um ser vazio que se martiriza pela perfeição que não soube reconhecer e aproveitar...
"Coração descartável"
Entraste na minha vida sem avisar. E num simples comentário, conseguiste a coragem para se começar a falar.
Conversa puxa conversa, e quando damos por nós, já estamos num nível de cumplicidade que nem com amigos de anos consigo ter.
As coisas desenrolam-se e quando danos por nós, já temos milhares de mensagens trocadas, sejam elas conversa de algibeira ou confidências.
Finalmente, passado algum tempo, nos conhecemos pessoalmente. Os olhares envergonhados e as tremideiras pelo corpo não ajudam a disfarçar o que nos vai na cabeça. Já ali há algo mais que amizade. Algo mais que apenas conversa casual. Há sentimento.
Começámos a namorar. Uma relação cujo único obstáculo seria a distância, mas que encarámos sem reservas.
Cada momento juntos era especial, e os meses foram passando, começando a surgir os planos de um futuro dois. Eu, tu e os rebentos que viessem. Tudo estava bem.
Tudo estava bem... Estava até que, e sem que nada o fizesse prever, tal a nosso momento, simplesmente decides que queres estar sozinha. Não por um qualquer motivo, mas apenas porque sim. Do dizer que amas, passada meia hora a coisa se desvaneceu e jogaste tudo pela janela... Apenas porque sim.
Explicações não há, apenas um :"Porque sim"... Por telefone...
Cara a cara, nada me foi dito, e quando te procuro, foges, assim como o diabo foge da cruz. Não me consegues encarar, pois sabes que no fundo ainda me amas, mas por um qualquer motivo, continuas a lutar contra.
Não têm sido tempos nada fáceis. Contínuo sem saber os porquês, continuo sem perceber.
Embora saiba que me amas, também devo ter a frieza de o ver, andaste a brincar com os meus sentimentos, andas a jogar os nossos sentimentos como num qualquer jogo de Poker em que é tudo ou nada.
Sinto-me
descartável. Um coração que usaste enquanto te divertias, e que agora jogaste no lixo sem qualquer pudor... Este sentimento continua aqui, fazendo este coração bater, mesmo dentro lixo, já sujo por tudo o que o envolve, e na esperança que assim como o resgataste, sem aviso, também o vás resgatar...
descartável. Um coração que usaste enquanto te divertias, e que agora jogaste no lixo sem qualquer pudor... Este sentimento continua aqui, fazendo este coração bater, mesmo dentro lixo, já sujo por tudo o que o envolve, e na esperança que assim como o resgataste, sem aviso, também o vás resgatar...
Beijo roubado, sono perdido"
Madrugada e o sono teima em não aparecer.
Madrugada e por mais saiba que estou fora de horas, mais me rendo nesta inércia.
Podia estar agora a gozar o sono dos justos, mas tal não é possível. Não é possível porque não me sais da cabeça, não me sais do coração.
Hoje e em todos os outros dias, tudo o mais que senti e sinto é estar no sítio errado. Não é aqui que pertenço, não é aqui que me sinto bem, não é aqui que quero estar. Não existe um local específico, apenas uma certeza, poder estar teu lado. Em teus braços, em teus lábios e em teu corpo.
Não há segundo em que não pense nos "ses" que poderiam ou não ter acontecido, no que é que terei feito errado, embora saiba que nada mesmo, e no que poderia ter feito diferente.
Sei que posso estar de consciência tranquila, pois sempre lutei e continuo a lutar de forma justa, sem pisar seja o que for ou quem for. Não caminho para a perfeição, pois esta não existe, e sei que, assim como eu tenho os meus defeitos, também tu terás os teus, não me importo com eles, pois tudo isto é a junção dos defeitos e das virtudes.
Se me perguntassem agora como me sinto, a única resposta possível seria vazio. Vazio, porque não tens estado comigo, e isto mesmo quando estás sempre em meu pensamento. Vazio porque não estás agora, neste preciso momento em que escrevo estas palavras de amor e de dor aqui, a meu lado a sussurrar-me ao ouvido que não preciso de fazê-lo, que não preciso, pois estás aqui mesmo a meu lado, com teu rosto colado no meu. Vazio dessa forma e de todas as outras.
O que sinto??? Bem, sinto-me exactamente como à precisamente seis meses atrás, momentos antes de te roubar dois beijos, e tudo na minha vida se mudar, para melhor, para algo que não pensei possível, mesmo com o obstáculo da distância. Sentia-me assim, apaixonado e com receio de qual seria a tua reacção, se irias retribuir ou dar-me um estalo, no mínimo. Passei dos melhores momentos a teu lado, e num de repente, tudo se desvaneceu, e quase como que uma qualquer magia negra, quase como que um tremor de terra, que agita tudo o que pode e assim como veio, também desaparece, deixando atrás de si um um rasto de destruição.
Neste momento olho para o rasto de destruição que deixaste para trás. À primeira vista, não se consegue vislumbrar, mas se olhares com atenção, verás que ainda sangro, e assim vou perdendo todas as minhas forças, morrendo aos poucos por dentro.
E aqui estou eu, em plena madrugada, sentado nesta cama fria e sem previsões de quando vá dormir, apenas pensando em ti e no quanto que te amo. Aquele sentimento daquele momento em que te roubei os beijos não se desvaneceu, tornou-se mais e mais forte, e mesmo com tudo o que se tem passado, ele continua aqui, em teu nome, em nome de nós dois.
Se me perguntassem o que teria feito de diferente se pudesse voltar seis meses atrás, voltaria a fazer tudo da mesma forma, amei-te e amo-te como nunca, respeitei e respeito a mulher que amo, mesmo que de forma distante, e entreguei-me de corpo e alma. E é assim que deve ser, tens que te dar por inteiro, não pela metade.
Espero que compreendas agora o porquê de antes não te aqui escrever muito, pois aqui deixo as minhas mágoas, e até então não as havias provocado. Agora que aqui estão expostas, e estas a ti são devidas, espero que compreendas que se não o tinha feito era porque estava bem e feliz...
Assim como há seis meses atrás não conseguia dormir, pelos beijos que te havia roubado, agora não consigo dormir pelos beijos que não te posso dar...
Madrugada e por mais saiba que estou fora de horas, mais me rendo nesta inércia.
Podia estar agora a gozar o sono dos justos, mas tal não é possível. Não é possível porque não me sais da cabeça, não me sais do coração.
Hoje e em todos os outros dias, tudo o mais que senti e sinto é estar no sítio errado. Não é aqui que pertenço, não é aqui que me sinto bem, não é aqui que quero estar. Não existe um local específico, apenas uma certeza, poder estar teu lado. Em teus braços, em teus lábios e em teu corpo.
Não há segundo em que não pense nos "ses" que poderiam ou não ter acontecido, no que é que terei feito errado, embora saiba que nada mesmo, e no que poderia ter feito diferente.
Sei que posso estar de consciência tranquila, pois sempre lutei e continuo a lutar de forma justa, sem pisar seja o que for ou quem for. Não caminho para a perfeição, pois esta não existe, e sei que, assim como eu tenho os meus defeitos, também tu terás os teus, não me importo com eles, pois tudo isto é a junção dos defeitos e das virtudes.
Se me perguntassem agora como me sinto, a única resposta possível seria vazio. Vazio, porque não tens estado comigo, e isto mesmo quando estás sempre em meu pensamento. Vazio porque não estás agora, neste preciso momento em que escrevo estas palavras de amor e de dor aqui, a meu lado a sussurrar-me ao ouvido que não preciso de fazê-lo, que não preciso, pois estás aqui mesmo a meu lado, com teu rosto colado no meu. Vazio dessa forma e de todas as outras.
O que sinto??? Bem, sinto-me exactamente como à precisamente seis meses atrás, momentos antes de te roubar dois beijos, e tudo na minha vida se mudar, para melhor, para algo que não pensei possível, mesmo com o obstáculo da distância. Sentia-me assim, apaixonado e com receio de qual seria a tua reacção, se irias retribuir ou dar-me um estalo, no mínimo. Passei dos melhores momentos a teu lado, e num de repente, tudo se desvaneceu, e quase como que uma qualquer magia negra, quase como que um tremor de terra, que agita tudo o que pode e assim como veio, também desaparece, deixando atrás de si um um rasto de destruição.
Neste momento olho para o rasto de destruição que deixaste para trás. À primeira vista, não se consegue vislumbrar, mas se olhares com atenção, verás que ainda sangro, e assim vou perdendo todas as minhas forças, morrendo aos poucos por dentro.
E aqui estou eu, em plena madrugada, sentado nesta cama fria e sem previsões de quando vá dormir, apenas pensando em ti e no quanto que te amo. Aquele sentimento daquele momento em que te roubei os beijos não se desvaneceu, tornou-se mais e mais forte, e mesmo com tudo o que se tem passado, ele continua aqui, em teu nome, em nome de nós dois.
Se me perguntassem o que teria feito de diferente se pudesse voltar seis meses atrás, voltaria a fazer tudo da mesma forma, amei-te e amo-te como nunca, respeitei e respeito a mulher que amo, mesmo que de forma distante, e entreguei-me de corpo e alma. E é assim que deve ser, tens que te dar por inteiro, não pela metade.
Espero que compreendas agora o porquê de antes não te aqui escrever muito, pois aqui deixo as minhas mágoas, e até então não as havias provocado. Agora que aqui estão expostas, e estas a ti são devidas, espero que compreendas que se não o tinha feito era porque estava bem e feliz...
Assim como há seis meses atrás não conseguia dormir, pelos beijos que te havia roubado, agora não consigo dormir pelos beijos que não te posso dar...
"O último dos Romeus"
Ponho-me aqui a olhar para cada texto dos que já te escrevi. E após olhar para cada um deles, bem, há algo que já me foi dito e que agora vou partilhar, e devo assumir que me dá um certo orgulho, mas ao mesmo tempo, também uma grande responsabilidade.
Foi-me dito que já não há quem encare as coisas como eu, de uma forma tão romântica e apaixonada, como se de um Romeu se tratasse.
Essa é uma responsabilidade que aceito e farei por merecer.
É essa a minha forma de vida. Entregar-me a este sentimento, como se nada mais existisse à volta. Bem, na realidade, nada mais me importa mesmo.
Tal como William Shakespeare escreveu, eu serei um Romeu que a ti dedicará cada ponta da respiração que me saia do peito, minha Julieta.
Serei o Romeu que enfrentará todos e quaisquer Capuletos para mais uma vez ter a sua amada em seus braços.
Serei o Romeu, aquele que não desiste por mais obstáculos que apareçam, pois no fim o que interessa é que o sentimento vença. Que o sentimento prevaleça e que todos se apercebam que por voltas que se dê, não se consegue enganar o coração.
Ao contrário da história original, aqui não se procura um final trágico, mas ao jeito dos contos de fadas, um "e viveram felizes para sempre"...
Para ti serei o último dos Romeus.
Foi-me dito que já não há quem encare as coisas como eu, de uma forma tão romântica e apaixonada, como se de um Romeu se tratasse.
Essa é uma responsabilidade que aceito e farei por merecer.
É essa a minha forma de vida. Entregar-me a este sentimento, como se nada mais existisse à volta. Bem, na realidade, nada mais me importa mesmo.
Tal como William Shakespeare escreveu, eu serei um Romeu que a ti dedicará cada ponta da respiração que me saia do peito, minha Julieta.
Serei o Romeu que enfrentará todos e quaisquer Capuletos para mais uma vez ter a sua amada em seus braços.
Serei o Romeu, aquele que não desiste por mais obstáculos que apareçam, pois no fim o que interessa é que o sentimento vença. Que o sentimento prevaleça e que todos se apercebam que por voltas que se dê, não se consegue enganar o coração.
Ao contrário da história original, aqui não se procura um final trágico, mas ao jeito dos contos de fadas, um "e viveram felizes para sempre"...
Para ti serei o último dos Romeus.
"Rastos"
Não há momento em que não pense onde foi que errei.
Não há momento em que não pense no famoso "e se".
Não há momento em que não me culpabilize por algo que não fiz, mas que ao mesmo tempo fui impotente para impedir.
Não há momento em que não olhe para trás, e recorde cada momento, cada segundo, cada milésimo de segundo na busca da menor falha, por mais ínfima que seja.
Não há momento em que não recorde cada palavra, cada beijo, e cada abraço.
Não há momento em que não fique com aquele sentimento de nostalgia.
Não há momento em que não fique a olhar para trás, na esperança de ter sido um qualquer sonho, em que ainda me encontro e em que ainda ninguém me acordou.
Não há momento em que não olhe no presente, e espere ali à minha frente te encontrar, sorrindo para mim, caminhando na minha direcção, em direcção de meus lábios.
Não há momento em que não tente vislumbrar o futuro... No entanto, e até que alguma coisa se altere, não te encontro. Não por minha vontade, mas por um qualquer devaneio que te afastou de mim.
Um flash roubou-te de mim, e no entanto, por mais que tente mostrar-te o caminho de volta, o caminho que dizias querer seguir a meu lado, optas por te manter num caminho isolado, e mantens-me também a mim num outro caminho, às escuras e sem o menor ponto de orientação.
O tempo e a distância vão acabar por te mostrar que há autocarros que apenas ali passam uma vez, e mesmo que ali passe uma segunda vez, os rastos da primeira estarão sempre presentes para lembrar o que ali passou...
Não há momento em que não pense no famoso "e se".
Não há momento em que não me culpabilize por algo que não fiz, mas que ao mesmo tempo fui impotente para impedir.
Não há momento em que não olhe para trás, e recorde cada momento, cada segundo, cada milésimo de segundo na busca da menor falha, por mais ínfima que seja.
Não há momento em que não recorde cada palavra, cada beijo, e cada abraço.
Não há momento em que não fique com aquele sentimento de nostalgia.
Não há momento em que não fique a olhar para trás, na esperança de ter sido um qualquer sonho, em que ainda me encontro e em que ainda ninguém me acordou.
Não há momento em que não olhe no presente, e espere ali à minha frente te encontrar, sorrindo para mim, caminhando na minha direcção, em direcção de meus lábios.
Não há momento em que não tente vislumbrar o futuro... No entanto, e até que alguma coisa se altere, não te encontro. Não por minha vontade, mas por um qualquer devaneio que te afastou de mim.
Um flash roubou-te de mim, e no entanto, por mais que tente mostrar-te o caminho de volta, o caminho que dizias querer seguir a meu lado, optas por te manter num caminho isolado, e mantens-me também a mim num outro caminho, às escuras e sem o menor ponto de orientação.
O tempo e a distância vão acabar por te mostrar que há autocarros que apenas ali passam uma vez, e mesmo que ali passe uma segunda vez, os rastos da primeira estarão sempre presentes para lembrar o que ali passou...
"Por dentro do livro"
Diz-se que as pessoas são como os livros, e que apenas depois de lidos podemos dizer se realmente são bons ou não.
Assim como com os livros, não gosto de julgar seja o que for pela capa que ostenta.
Por vezes a mais bela das capas pode não espelhar o conteúdo, e levar-nos a adquirir algo que na realidade não queremos.
Foste um livro que comecei a ler sem sequer olhar para a capa. Um livro que me começou por dar um prazer imenso de ler, e que a cada página me ia aliciando ainda mais.
À medida que te ia lendo, cada vez mais me ia identificando com o que ali me mostravas.
As pessoas começaram a questionar porque te lia com tanto interesse, porque razão me cativavas assim tanto. Olharam então para a capa, e disseram que agora compreendiam, continuei sem olhar para a capa, o que interessava estava no interior, e cada vez mais entusiasmado e cativado com o que ia lendo.
À medida que te ia lendo, a cada página que ultrapassava, sentia que cada vez mais encontrava algo em comum, algo com que partilhar, e não qualquer linha de qualquer livro, mas deste livro em particular, que agora passaria a andar sempre comigo.
Olhei então para a capa. Era uma capa que merecia agora a minha atenção, pois dava corpo ao que já há algum tempo de ocupava a cabeça. Mais que um rosto, um descobrir de personalidade, um partilhar de informação e conhecimento.
Tens sido um livro que ao longo do tempo me tem dado um prazer imenso de ler, e que acabou mesmo por me incluir no enredo, um papel importante, mas que por alguma razão que agora não vislumbro, e sem que ninguém pudesse prever, me excluiu da trama, sem aviso, e que como um murro no estômago, aqui me deixou curvado sobre mim, a tentar recuperar. Está difícil, pois o murro foi forte e mandou-me ao chão.
Neste momento este está a ser um que me está a provocar um grande sofrimento de ler. São capítulos sombrios que me jogam para um mar de dúvidas e que me provocam fraqueza.
Neste momento torna-se difícil olhar sequer para a capa, quanto mais de ler. Que mais informação sombria poderá este livro vir a trazer?? E será que algum dia as suas páginas voltarão a ser alegres e de luz?? Quero acreditar que sim, mas só sei que neste momento me faltam as forças para virar a página.
Nestas páginas vi a alegria, mas neste momento apenas consigo vislumbrar a cor negra, não apenas a cor da tinta, mas também das próprias páginas.
Entreguei-me a este livro, e o próprio livro me consumiu...
Assim como com os livros, não gosto de julgar seja o que for pela capa que ostenta.
Por vezes a mais bela das capas pode não espelhar o conteúdo, e levar-nos a adquirir algo que na realidade não queremos.
Foste um livro que comecei a ler sem sequer olhar para a capa. Um livro que me começou por dar um prazer imenso de ler, e que a cada página me ia aliciando ainda mais.
À medida que te ia lendo, cada vez mais me ia identificando com o que ali me mostravas.
As pessoas começaram a questionar porque te lia com tanto interesse, porque razão me cativavas assim tanto. Olharam então para a capa, e disseram que agora compreendiam, continuei sem olhar para a capa, o que interessava estava no interior, e cada vez mais entusiasmado e cativado com o que ia lendo.
À medida que te ia lendo, a cada página que ultrapassava, sentia que cada vez mais encontrava algo em comum, algo com que partilhar, e não qualquer linha de qualquer livro, mas deste livro em particular, que agora passaria a andar sempre comigo.
Olhei então para a capa. Era uma capa que merecia agora a minha atenção, pois dava corpo ao que já há algum tempo de ocupava a cabeça. Mais que um rosto, um descobrir de personalidade, um partilhar de informação e conhecimento.
Tens sido um livro que ao longo do tempo me tem dado um prazer imenso de ler, e que acabou mesmo por me incluir no enredo, um papel importante, mas que por alguma razão que agora não vislumbro, e sem que ninguém pudesse prever, me excluiu da trama, sem aviso, e que como um murro no estômago, aqui me deixou curvado sobre mim, a tentar recuperar. Está difícil, pois o murro foi forte e mandou-me ao chão.
Neste momento este está a ser um que me está a provocar um grande sofrimento de ler. São capítulos sombrios que me jogam para um mar de dúvidas e que me provocam fraqueza.
Neste momento torna-se difícil olhar sequer para a capa, quanto mais de ler. Que mais informação sombria poderá este livro vir a trazer?? E será que algum dia as suas páginas voltarão a ser alegres e de luz?? Quero acreditar que sim, mas só sei que neste momento me faltam as forças para virar a página.
Nestas páginas vi a alegria, mas neste momento apenas consigo vislumbrar a cor negra, não apenas a cor da tinta, mas também das próprias páginas.
Entreguei-me a este livro, e o próprio livro me consumiu...
"Espectro da Liberdade"
Hoje é 25 de Abril. Dia que devolveu a liberdade ao povo Português após o regime de Salazar.
Hoje é um dia que comemorado por todo o País, relembrar 1974.
As pessoas deslocam-se para assistir ao tão proclamado fogo de artifício e às bandas que apreciam, ou que pelo menos possam chamar as massas.
Após jantar em casa de amigos, certamente seria esse o destino, o fogo de artifício e concerto, Buraka Som Sistema.
Mais uma vez, e desta feita num local apinhado, me voltei a sentir sozinho. Não que meus amigos ali me tenham abandonado, mas porque eu ali me abandonei, e ali no meio de todo aquele aparato, e toda aquela luz, houve algo mais que senti, aliás, algo a menos, a metade que falta em meu coração. A metade que suporta e e alimenta esta outra que aqui ainda permanece, a definhar a cada minuto distante de sua cara metade.
Enquanto que o fogo de artificio vai iluminando o céu escuro, tudo à minha volta se vai tornando mais e mais distante, nada mais que meras sombras que ali vão dançando e saltando à minha volta.
É este o estado em que me deixaste, um espectro que vai deambulando ao som do vento e do mar, sem destino e com um vazio que percorre todo o corpo num momento sem fim.
Assim como um espectro é um ser que percorre os confins da Terra, sou eu neste dia um espectro da liberdade. Um espectro que deambula preso a ti. Um espectro que com o coração sangrando espera poder o voltar a ouvir o som de tua voz, o toque dos teus lábios nos seus, o calor de teu abraço.
Neste dia de liberdade, sinto-me o mais preso dos seres. Preso na vontade de te voltar a ter, preso dentro de meu próprio coração numa prisão solitária, e em que apenas tu me poderás vir libertar.
Mais uma vez, no meio da multidão voltei a desaparecer, e quando meu corpo deambulante encontraram, já há muito que a cabeça e coração ali não estavam, estão como sempre estiveram, junto a ti.
Prometeste para sempre guardar a minha metade do coração junto à tua, assim como eu o tenho feito, no entanto, meu coração continua a sangrar, sem saber como lhe pudeste fazer isto, e o deixaste aqui a definhar. Do teu coração continuarei a cuidar, e com todas as forças por ele irei lutar, pois é ele quem me faz viver. É ele quem me faz respirar!!!
Hoje é um dia que comemorado por todo o País, relembrar 1974.
As pessoas deslocam-se para assistir ao tão proclamado fogo de artifício e às bandas que apreciam, ou que pelo menos possam chamar as massas.
Após jantar em casa de amigos, certamente seria esse o destino, o fogo de artifício e concerto, Buraka Som Sistema.
Mais uma vez, e desta feita num local apinhado, me voltei a sentir sozinho. Não que meus amigos ali me tenham abandonado, mas porque eu ali me abandonei, e ali no meio de todo aquele aparato, e toda aquela luz, houve algo mais que senti, aliás, algo a menos, a metade que falta em meu coração. A metade que suporta e e alimenta esta outra que aqui ainda permanece, a definhar a cada minuto distante de sua cara metade.
Enquanto que o fogo de artificio vai iluminando o céu escuro, tudo à minha volta se vai tornando mais e mais distante, nada mais que meras sombras que ali vão dançando e saltando à minha volta.
É este o estado em que me deixaste, um espectro que vai deambulando ao som do vento e do mar, sem destino e com um vazio que percorre todo o corpo num momento sem fim.
Assim como um espectro é um ser que percorre os confins da Terra, sou eu neste dia um espectro da liberdade. Um espectro que deambula preso a ti. Um espectro que com o coração sangrando espera poder o voltar a ouvir o som de tua voz, o toque dos teus lábios nos seus, o calor de teu abraço.
Neste dia de liberdade, sinto-me o mais preso dos seres. Preso na vontade de te voltar a ter, preso dentro de meu próprio coração numa prisão solitária, e em que apenas tu me poderás vir libertar.
Mais uma vez, no meio da multidão voltei a desaparecer, e quando meu corpo deambulante encontraram, já há muito que a cabeça e coração ali não estavam, estão como sempre estiveram, junto a ti.
Prometeste para sempre guardar a minha metade do coração junto à tua, assim como eu o tenho feito, no entanto, meu coração continua a sangrar, sem saber como lhe pudeste fazer isto, e o deixaste aqui a definhar. Do teu coração continuarei a cuidar, e com todas as forças por ele irei lutar, pois é ele quem me faz viver. É ele quem me faz respirar!!!
"Em viagem"
Faço agora o caminho que muitas vezes que fiz.
Faço agora o caminho, com o mesmo destino de sempre, mas com um sentido de dever.
Um sentido de dever para comigo, para contigo, para connosco.
Hoje o sentimento é um pouco mais angustiante, pois ao invés de todas as outras vezes, em que a cada quilómetro ultrapassado aliviava o peso no coração, desta vez ocorre o oposto. A cada quilómetro que me vou aproximando, a angústia vai aumentando, assim como o aperto no coração.
Pode ser sofrer por antecipação.
Posso estar a fazer filmes.
Enfim, há um sem fim de possibilidades, um mar delas, mas que me tentam afogar na incerteza do momento.
Tento imaginar todos os cenários possíveis, mas não sei bem até que ponto os suportarei, pois grande parte deles irá matar-me aos poucos cá dentro, como o fino e suave dos punhais, que a cada golpe me vai fazendo sangrar.
Sinto-me como o soldado que vai para a batalha sabendo que ali pode perder a vida, mas que é algo que tem que fazer. Esta é uma batalha que terei que travar. Uma batalha em que tudo posso ganhar e tudo posso perder. Mas ao invés de outras batalhas, nesta ou perdem os dois, ou ganham os dois.
Foram duas semanas de tormenta, e mais que ninguém, posso confirmar o quão dificil que foi chegar aqui, mas não se pode baixar a cabeça e tem que se lutar.
Luto pelo que sinto e acredito, e até ao último suspiro irei encarar esta batalha, não como a última, mas como a batalha que me levou ao destino.
Estou aqui ainda sem dormir, não que não quisesse, mas porque simplesmente não conseguia. A ansiedade assim o mandou.
Estou agora cada vez mais próximo, e assim como o detector de metais, também o coração vai acelerando o seu ritmo à medida que nos vamos aproximando.
Que esta tormenta termine o quanto antes.
"Porto vazio"
A cidade do Porto é conhecida pelo seu calor humano. Uma cidade em que quem vem por bem, acaba por ser bem recebido. Ali não se aceita um não como resposta, chegando por vezes a roçar o tom ameaçador só pela simples recusa de algo. Se gostam, gostam, se não gostam, não gostam. Ponto.
Sempre assim o notei e acabei por me habituar, faz parte.
Ali fui encontrar o amor, que com o seu perfil tipicamente nortenho, logo me cativou, ou se gosta, ou não se gosta, e como sou homem de uma mulher só, sem dificuldades encarei o sentimento e abracei esta relação.
Actualmente para mim ir ao Porto e não estar com a minha amada não faz parte do plano, é ela agora o principal motivo de ali ir, é ela a força que me atrai. A minha outra metade.
Há uns dias atrás fui ao Porto, o dia era de invasão Alemã, portanto, a cidade ainda mais cheia, a cidade com mais vida, a cidade com mais cor. No entanto, nestes dias a cidade tornou-se cinzenta, e ainda mais do que a conhecia. A cidade tornou-se vazia, e ali no meio de um mundo, sentia-me num autêntico buraco negro, no meio de todo aquele barulho, apenas me sentia surdo para tudo o mais. No meio de toda aquela cor, sentia-me cinzento, e como que um camaleão, inseri-me nas paredes frias deste Porto vazio.
Vazio porque no meio de toda essa multidão não a encontrei.
Vazio porque no meio de todo aquele barulho não ouvi sua voz.
Vazio porque no meio de todo aquele vendaval, não senti seu respirar.
Vazio porque mesmo estando tão perto, sabia que não iria sentir o seu toque,
Nunca tinha realmente pensado como seria estar sozinho num qualquer universo, mas pelo que senti neste Porto vazio, posso dizer que certamente não o quererei repetir.
Neste Porto vazio espero não voltar a mergulhar, quero das cinzentas paredes sair, e em seus braços me voltar a encontrar, pois é ali que pertenço e nada mais me irá importunar.
Sempre assim o notei e acabei por me habituar, faz parte.
Ali fui encontrar o amor, que com o seu perfil tipicamente nortenho, logo me cativou, ou se gosta, ou não se gosta, e como sou homem de uma mulher só, sem dificuldades encarei o sentimento e abracei esta relação.
Actualmente para mim ir ao Porto e não estar com a minha amada não faz parte do plano, é ela agora o principal motivo de ali ir, é ela a força que me atrai. A minha outra metade.
Há uns dias atrás fui ao Porto, o dia era de invasão Alemã, portanto, a cidade ainda mais cheia, a cidade com mais vida, a cidade com mais cor. No entanto, nestes dias a cidade tornou-se cinzenta, e ainda mais do que a conhecia. A cidade tornou-se vazia, e ali no meio de um mundo, sentia-me num autêntico buraco negro, no meio de todo aquele barulho, apenas me sentia surdo para tudo o mais. No meio de toda aquela cor, sentia-me cinzento, e como que um camaleão, inseri-me nas paredes frias deste Porto vazio.
Vazio porque no meio de toda essa multidão não a encontrei.
Vazio porque no meio de todo aquele barulho não ouvi sua voz.
Vazio porque no meio de todo aquele vendaval, não senti seu respirar.
Vazio porque mesmo estando tão perto, sabia que não iria sentir o seu toque,
Nunca tinha realmente pensado como seria estar sozinho num qualquer universo, mas pelo que senti neste Porto vazio, posso dizer que certamente não o quererei repetir.
Neste Porto vazio espero não voltar a mergulhar, quero das cinzentas paredes sair, e em seus braços me voltar a encontrar, pois é ali que pertenço e nada mais me irá importunar.
"Castelos de cartas"
Neste preciso momento encontro-me em casa. A residência.
Embora resida num local, é onde meu coração mora que realmente resido.
Sempre que viajo, em sua direcção, com o coração partido ao meio, e que a cada quilómetro que passa, e pressentindo o aproximar da sua outra metade, se vai manifestando. Qual efeito magnético, é um palpitar que quase o faz querer saltar-me do peito.
Enquanto sangra de saudade, ele vai-me mostrando a cada instante que ficar afastado não é a solução, que a distância e o tempo tarde ou cedo terão de ser anuladas.
Agora vejo-me um pouco à deriva, e embora saiba bem o que quero, os obstáculos não páram de surgir. Será um teste à minha resistência e sanidade mental?? Sinceramente não o sei.
Dia após dia, o telemóvel não corresponde às minhas expectativas, e teimosamente faz-me permanecer nesta ansiedade.
É uma sensação que não desejo a ninguém, e sinto-me não em casa, mas num castelo de cartas, ao qual já alguns de seus pilares foram retirados começando o inevitável desmoronamento.
Vou lutar com todas as minhas forças para que este efeito dominó não destrua um castelo que ainda tem muito para dar e reinar.
Não sei onde irei buscar essas forças, mas enquanto houver um sopro no meu peito, este castelo de cartas continuará a ser defendido, seja das intempéries, seja de factores externos, pois nele estão os sonhos, os projectos e as ambições que se foram construindo em nome de algo que embora não se saiba explicar o porquê, foi cimentado e projectado para a eternidade.
Embora resida num local, é onde meu coração mora que realmente resido.
Sempre que viajo, em sua direcção, com o coração partido ao meio, e que a cada quilómetro que passa, e pressentindo o aproximar da sua outra metade, se vai manifestando. Qual efeito magnético, é um palpitar que quase o faz querer saltar-me do peito.
Enquanto sangra de saudade, ele vai-me mostrando a cada instante que ficar afastado não é a solução, que a distância e o tempo tarde ou cedo terão de ser anuladas.
Agora vejo-me um pouco à deriva, e embora saiba bem o que quero, os obstáculos não páram de surgir. Será um teste à minha resistência e sanidade mental?? Sinceramente não o sei.
Dia após dia, o telemóvel não corresponde às minhas expectativas, e teimosamente faz-me permanecer nesta ansiedade.
É uma sensação que não desejo a ninguém, e sinto-me não em casa, mas num castelo de cartas, ao qual já alguns de seus pilares foram retirados começando o inevitável desmoronamento.
Vou lutar com todas as minhas forças para que este efeito dominó não destrua um castelo que ainda tem muito para dar e reinar.
Não sei onde irei buscar essas forças, mas enquanto houver um sopro no meu peito, este castelo de cartas continuará a ser defendido, seja das intempéries, seja de factores externos, pois nele estão os sonhos, os projectos e as ambições que se foram construindo em nome de algo que embora não se saiba explicar o porquê, foi cimentado e projectado para a eternidade.
"Como punhais"
Incrível como é o ser humano. Ao longo dos tempos, e da eras, foram-se criando armas. Utensílios fabricados com o intuito de magoar ou matar alguém.
Realmente, há dias em que penso assim, em que algo que está sempre ali à mão, apenas com esse objetivo: magoar.
Há algo que cumpre todos esses objetivos, e de forma mais cirúrgica, sem custos, e com a leveza de se pode levar para qualquer lugar. A palavra.
A palavra, mais que qualquer arma, tem o poder de fazer desmoronar o mais firme dos homens. Uma simples palavra.
Em conjunto, certas palavras podem criar coisas maravilhosas, assim como destrutivas. E é este o seu poder.
Hoje posso afirmar, que mais que a pior das munições, houve palavras que me feriram, e assim, como a bala alojada na carne ferida, me atiraram ao chão, me fizeram sangrar e ficar a definhar. Fui atingido sem estar a contar, e assim como um tiro à queima-roupa, a primeira reacção foi de surpresa, com aquele sorriso amarelo de incredulidade, levo as mãos ao local onde fui atingido.
E é assim, há palavras que ferem e que nos vão matando aos poucos, como que um veneno que se entranha no corpo.
E agora aqui estou eu, já meio moribundo, encostado à parede fria, e aguardando pela bala ou pelo punhal que encerrará no coração, acabando o serviço como o mais frio dos assassinos...
Realmente, há dias em que penso assim, em que algo que está sempre ali à mão, apenas com esse objetivo: magoar.
Há algo que cumpre todos esses objetivos, e de forma mais cirúrgica, sem custos, e com a leveza de se pode levar para qualquer lugar. A palavra.
A palavra, mais que qualquer arma, tem o poder de fazer desmoronar o mais firme dos homens. Uma simples palavra.
Em conjunto, certas palavras podem criar coisas maravilhosas, assim como destrutivas. E é este o seu poder.
Hoje posso afirmar, que mais que a pior das munições, houve palavras que me feriram, e assim, como a bala alojada na carne ferida, me atiraram ao chão, me fizeram sangrar e ficar a definhar. Fui atingido sem estar a contar, e assim como um tiro à queima-roupa, a primeira reacção foi de surpresa, com aquele sorriso amarelo de incredulidade, levo as mãos ao local onde fui atingido.
E é assim, há palavras que ferem e que nos vão matando aos poucos, como que um veneno que se entranha no corpo.
E agora aqui estou eu, já meio moribundo, encostado à parede fria, e aguardando pela bala ou pelo punhal que encerrará no coração, acabando o serviço como o mais frio dos assassinos...
"Lágrimas perdidas"
Quem nunca se sentou a ver um bom filme, e depois a determinada altura, lá surge aquela matreira de tons cristalinos??
Quem de entre nós, nunca após ou mesmo durante certa música deixou soltar aquele "sniff" que se espera que ninguém tenha ouvido??
Quem é que não disfarçou aquele pequeno choro com o famoso "entrou-me algo para o olho" ou "não devia ter mexido nas cebolas"...
Todos nós já o fizemos. Eu faço-o. Talvez até mais vezes do que devia, mas que mal tem??
Não vejo porque razão havemos de o omitir. Porque razão havemos de tentar esconder o que nos vai na alma?? Se rimos, se choramos, se o fazemos ao mesmo tempo
, nada disso importa a quem se encontra no outro lado da barricada.
Um homem que esconde as lágrimas que derrama, é um homem que não o quer reconhecer, e portanto, é um homem que não merece que se chame de forte ou insensível, mas quem se tenha pena, pois é alguém que ainda não sabe o porque de assim se encontrar, alguém que ainda não soube valorizar o que ganhou ou perdeu.
Já chorei de alegria, já chorei por tristeza, já chorei por saudade, e até sem saber porquê, reconheço-o. E fará de mim menos homem?? Certamente que não. O que o faz é a forma como Encaro a situação e a enfrento.
Recordo-me de enquanto militar, e em género de piada, juntamente com meus camaradas, termos comentado a forma quase romântica de que o nosso furriel descreveu o momento do Juramento de Bandeira e o cantar o Hino Nacional, e da forma como chorou ao cantá-lo.
Semanas depois, em meu Juramento de Bandeira, eu próprio chorei ao cantar o Hino, enquanto pelo canto do olho observava que também o meu furriel o fazia. Nesse momento passei a compreender as suas palavras apaixonadas e a respeitá-lo ainda mais.
Foi apenas um exemplo entre muitos, mas cada história tem o seu narrador, e é a forma como esta é contada que nos leva ao sentimento que o autor quis mostrar ou ao simples passar de um cortejo.
As lágrimas perdidas são recordações, que ao menor "click" ali estarão para nos por à prova.
Não tenham medo de mostrar as lágrimas, pois elas são o sangue da alma, e vão-nos renovando a cada instante...
Quem de entre nós, nunca após ou mesmo durante certa música deixou soltar aquele "sniff" que se espera que ninguém tenha ouvido??
Quem é que não disfarçou aquele pequeno choro com o famoso "entrou-me algo para o olho" ou "não devia ter mexido nas cebolas"...
Todos nós já o fizemos. Eu faço-o. Talvez até mais vezes do que devia, mas que mal tem??
Não vejo porque razão havemos de o omitir. Porque razão havemos de tentar esconder o que nos vai na alma?? Se rimos, se choramos, se o fazemos ao mesmo tempo
, nada disso importa a quem se encontra no outro lado da barricada.
Um homem que esconde as lágrimas que derrama, é um homem que não o quer reconhecer, e portanto, é um homem que não merece que se chame de forte ou insensível, mas quem se tenha pena, pois é alguém que ainda não sabe o porque de assim se encontrar, alguém que ainda não soube valorizar o que ganhou ou perdeu.
Já chorei de alegria, já chorei por tristeza, já chorei por saudade, e até sem saber porquê, reconheço-o. E fará de mim menos homem?? Certamente que não. O que o faz é a forma como Encaro a situação e a enfrento.
Recordo-me de enquanto militar, e em género de piada, juntamente com meus camaradas, termos comentado a forma quase romântica de que o nosso furriel descreveu o momento do Juramento de Bandeira e o cantar o Hino Nacional, e da forma como chorou ao cantá-lo.
Semanas depois, em meu Juramento de Bandeira, eu próprio chorei ao cantar o Hino, enquanto pelo canto do olho observava que também o meu furriel o fazia. Nesse momento passei a compreender as suas palavras apaixonadas e a respeitá-lo ainda mais.
Foi apenas um exemplo entre muitos, mas cada história tem o seu narrador, e é a forma como esta é contada que nos leva ao sentimento que o autor quis mostrar ou ao simples passar de um cortejo.
As lágrimas perdidas são recordações, que ao menor "click" ali estarão para nos por à prova.
Não tenham medo de mostrar as lágrimas, pois elas são o sangue da alma, e vão-nos renovando a cada instante...
"Palavras ocultas"
Palavras.
Algo tão simples, e ao mesmo tempo tão complexo.
A palavra é o principal meio para a comunicação, e seja escrita, falada ou cantada, cada palavra pode ter o poder de criar ou acabar com uma guerra. Uma simples palavra.
É isso mesmo que aqui faço. Passo a palavra. E de forma mais ou menos organizada, vos vou dando a conhecer a minha forma de pensar, os meus sonhos e até meus devaneios. É quem eu sou, e aqui me vou desvendando aos poucos, umas vezes mais despido de pudores, noutras um pouco mais comedido. As palavras têm esse poder.
Já aqui falei de um pouco de tudo. Das políticas ao futebol, das paixões às viagens, enfim, a palavra é comunicação, e é desta forma que vos consigo mostrar os meus estados de espírito, como vejo o que me rodeia e como espero um dia vir a guiar algo ou alguém.
Aqui tudo é de índole pessoal. Uns por momentos de inspiração, outros porque a situação assim o obrigava.
Passar a palavra. Não ser egoísta ao ponto de guardar apenas para mim o que sinto, o que sei e o que aprendi.
Gosto de escrever, assim como de ler, e dá-me um gozo tremendo poder ter sido o momento de leitura de alguém. Não que me considere um escritor, quem sabe um dia, mas gosto de pensar que as minhas palavras podem passar de boca em boca, de computador em computador, e mostrando que por vezes das palavras mais simples podem vir grandes actos.
Hoje não escrevo para alguém em particular. Hoje escrevo para todos, ou talvez para ninguém. Não importa, pois hoje todas as palavras que quero dizer, bem, hoje não me saem. Ficam aqui a sondar a minha cabeça, na ponta de meus dedos, e ao mesmo tempo escondem-se atrás de todas as outras, timidamente dando algum mistério e ao mesmo tempo cobiça de si.
São as palavras que escondo, que mostram o que atrás da cortina escondi. Assim são as palavras. Assim são as minhas palavras, ocultas e ao mesmo tempo tão reveladoras...
Algo tão simples, e ao mesmo tempo tão complexo.
A palavra é o principal meio para a comunicação, e seja escrita, falada ou cantada, cada palavra pode ter o poder de criar ou acabar com uma guerra. Uma simples palavra.
É isso mesmo que aqui faço. Passo a palavra. E de forma mais ou menos organizada, vos vou dando a conhecer a minha forma de pensar, os meus sonhos e até meus devaneios. É quem eu sou, e aqui me vou desvendando aos poucos, umas vezes mais despido de pudores, noutras um pouco mais comedido. As palavras têm esse poder.
Já aqui falei de um pouco de tudo. Das políticas ao futebol, das paixões às viagens, enfim, a palavra é comunicação, e é desta forma que vos consigo mostrar os meus estados de espírito, como vejo o que me rodeia e como espero um dia vir a guiar algo ou alguém.
Aqui tudo é de índole pessoal. Uns por momentos de inspiração, outros porque a situação assim o obrigava.
Passar a palavra. Não ser egoísta ao ponto de guardar apenas para mim o que sinto, o que sei e o que aprendi.
Gosto de escrever, assim como de ler, e dá-me um gozo tremendo poder ter sido o momento de leitura de alguém. Não que me considere um escritor, quem sabe um dia, mas gosto de pensar que as minhas palavras podem passar de boca em boca, de computador em computador, e mostrando que por vezes das palavras mais simples podem vir grandes actos.
Hoje não escrevo para alguém em particular. Hoje escrevo para todos, ou talvez para ninguém. Não importa, pois hoje todas as palavras que quero dizer, bem, hoje não me saem. Ficam aqui a sondar a minha cabeça, na ponta de meus dedos, e ao mesmo tempo escondem-se atrás de todas as outras, timidamente dando algum mistério e ao mesmo tempo cobiça de si.
São as palavras que escondo, que mostram o que atrás da cortina escondi. Assim são as palavras. Assim são as minhas palavras, ocultas e ao mesmo tempo tão reveladoras...
"O perverso de ser perverso"
Foi-me há tempos perguntado se conseguia por um momento que fosse, ser perverso. Ainda que por momentos, fiquei a pensar se estaríamos a pensar na mesmíssima coisa. Ser perverso.
Como muitas palavras na Língua Portuguesa, a palavra "perverso" tem mais que uma interpretação, sendo que das que me surgiram a mais apetecível seja a de teor sexual. A outra interpretação aponta no sentido de ser maldoso, de ter intenção de prejudicar.
O perverso de ser perverso, é que tenho de me colocar no lugar da outra pessoa. Terei de tentar pensar como a outra pessoa pensa, e o perverso da situação, é tentar imaginar uma perversa reacção à minha própria perversidade.
As mentes tendem em superar-se, e a cada momento surgem ideias como que vindas de um livro qualquer, que sempre esteve escondido no fundo daquela gaveta em que ninguém mexia. As ideias fluem como que vindas de um qualquer site da especialidade, ou mesmo num fórum.
Devo reconhecer que as ideias que venham de qualquer dessas fontes possam ser muito boas, algumas até muito elucidativas e arrojadas, mas no entanto, não deixarão de ser a perversidade de outro alguém que não eu. É ser falsamente perverso, e apenas seguir um certo guião.
Prefiro ser o perverso que sem tentar copiar ninguém, nem sequer prejudicar, vai demonstrar que a melhor perversidade é a que vem da mente de cada um, e para quem tal perversidade foi pensada.
O ser perverso é algo que pode ser associado ao tabú. Pois que seja. Que apenas se fale ou se faça com quem de direito, pois qualquer outra entidade só poderá opinar até onde lhe for permitido, não importando para isso se se trata de uma palmada, um trincar de lábios ou um olhar fulminante.
Pode ser perverso ser perverso, e a maior perversidade de ser perverso, é que sendo um pouco egoísta, vou ser perverso ao ponto de não dizer o quão perverso posso ser...
Como muitas palavras na Língua Portuguesa, a palavra "perverso" tem mais que uma interpretação, sendo que das que me surgiram a mais apetecível seja a de teor sexual. A outra interpretação aponta no sentido de ser maldoso, de ter intenção de prejudicar.
O perverso de ser perverso, é que tenho de me colocar no lugar da outra pessoa. Terei de tentar pensar como a outra pessoa pensa, e o perverso da situação, é tentar imaginar uma perversa reacção à minha própria perversidade.
As mentes tendem em superar-se, e a cada momento surgem ideias como que vindas de um livro qualquer, que sempre esteve escondido no fundo daquela gaveta em que ninguém mexia. As ideias fluem como que vindas de um qualquer site da especialidade, ou mesmo num fórum.
Devo reconhecer que as ideias que venham de qualquer dessas fontes possam ser muito boas, algumas até muito elucidativas e arrojadas, mas no entanto, não deixarão de ser a perversidade de outro alguém que não eu. É ser falsamente perverso, e apenas seguir um certo guião.
Prefiro ser o perverso que sem tentar copiar ninguém, nem sequer prejudicar, vai demonstrar que a melhor perversidade é a que vem da mente de cada um, e para quem tal perversidade foi pensada.
O ser perverso é algo que pode ser associado ao tabú. Pois que seja. Que apenas se fale ou se faça com quem de direito, pois qualquer outra entidade só poderá opinar até onde lhe for permitido, não importando para isso se se trata de uma palmada, um trincar de lábios ou um olhar fulminante.
Pode ser perverso ser perverso, e a maior perversidade de ser perverso, é que sendo um pouco egoísta, vou ser perverso ao ponto de não dizer o quão perverso posso ser...
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