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sexta-feira, 31 de julho de 2015
"Espectro da Liberdade"
Hoje é 25 de Abril. Dia que devolveu a liberdade ao povo Português após o regime de Salazar.
Hoje é um dia que comemorado por todo o País, relembrar 1974.
As pessoas deslocam-se para assistir ao tão proclamado fogo de artifício e às bandas que apreciam, ou que pelo menos possam chamar as massas.
Após jantar em casa de amigos, certamente seria esse o destino, o fogo de artifício e concerto, Buraka Som Sistema.
Mais uma vez, e desta feita num local apinhado, me voltei a sentir sozinho. Não que meus amigos ali me tenham abandonado, mas porque eu ali me abandonei, e ali no meio de todo aquele aparato, e toda aquela luz, houve algo mais que senti, aliás, algo a menos, a metade que falta em meu coração. A metade que suporta e e alimenta esta outra que aqui ainda permanece, a definhar a cada minuto distante de sua cara metade.
Enquanto que o fogo de artificio vai iluminando o céu escuro, tudo à minha volta se vai tornando mais e mais distante, nada mais que meras sombras que ali vão dançando e saltando à minha volta.
É este o estado em que me deixaste, um espectro que vai deambulando ao som do vento e do mar, sem destino e com um vazio que percorre todo o corpo num momento sem fim.
Assim como um espectro é um ser que percorre os confins da Terra, sou eu neste dia um espectro da liberdade. Um espectro que deambula preso a ti. Um espectro que com o coração sangrando espera poder o voltar a ouvir o som de tua voz, o toque dos teus lábios nos seus, o calor de teu abraço.
Neste dia de liberdade, sinto-me o mais preso dos seres. Preso na vontade de te voltar a ter, preso dentro de meu próprio coração numa prisão solitária, e em que apenas tu me poderás vir libertar.
Mais uma vez, no meio da multidão voltei a desaparecer, e quando meu corpo deambulante encontraram, já há muito que a cabeça e coração ali não estavam, estão como sempre estiveram, junto a ti.
Prometeste para sempre guardar a minha metade do coração junto à tua, assim como eu o tenho feito, no entanto, meu coração continua a sangrar, sem saber como lhe pudeste fazer isto, e o deixaste aqui a definhar. Do teu coração continuarei a cuidar, e com todas as forças por ele irei lutar, pois é ele quem me faz viver. É ele quem me faz respirar!!!
Hoje é um dia que comemorado por todo o País, relembrar 1974.
As pessoas deslocam-se para assistir ao tão proclamado fogo de artifício e às bandas que apreciam, ou que pelo menos possam chamar as massas.
Após jantar em casa de amigos, certamente seria esse o destino, o fogo de artifício e concerto, Buraka Som Sistema.
Mais uma vez, e desta feita num local apinhado, me voltei a sentir sozinho. Não que meus amigos ali me tenham abandonado, mas porque eu ali me abandonei, e ali no meio de todo aquele aparato, e toda aquela luz, houve algo mais que senti, aliás, algo a menos, a metade que falta em meu coração. A metade que suporta e e alimenta esta outra que aqui ainda permanece, a definhar a cada minuto distante de sua cara metade.
Enquanto que o fogo de artificio vai iluminando o céu escuro, tudo à minha volta se vai tornando mais e mais distante, nada mais que meras sombras que ali vão dançando e saltando à minha volta.
É este o estado em que me deixaste, um espectro que vai deambulando ao som do vento e do mar, sem destino e com um vazio que percorre todo o corpo num momento sem fim.
Assim como um espectro é um ser que percorre os confins da Terra, sou eu neste dia um espectro da liberdade. Um espectro que deambula preso a ti. Um espectro que com o coração sangrando espera poder o voltar a ouvir o som de tua voz, o toque dos teus lábios nos seus, o calor de teu abraço.
Neste dia de liberdade, sinto-me o mais preso dos seres. Preso na vontade de te voltar a ter, preso dentro de meu próprio coração numa prisão solitária, e em que apenas tu me poderás vir libertar.
Mais uma vez, no meio da multidão voltei a desaparecer, e quando meu corpo deambulante encontraram, já há muito que a cabeça e coração ali não estavam, estão como sempre estiveram, junto a ti.
Prometeste para sempre guardar a minha metade do coração junto à tua, assim como eu o tenho feito, no entanto, meu coração continua a sangrar, sem saber como lhe pudeste fazer isto, e o deixaste aqui a definhar. Do teu coração continuarei a cuidar, e com todas as forças por ele irei lutar, pois é ele quem me faz viver. É ele quem me faz respirar!!!
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